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Japonesa AnGes acelera para lançar vacina contra Covid-19 em 2021

OSAKA (Reuters) - A empresa de biotecnologia japonesa AnGes acredita que sua vacina contra o coronavírus estará pronta na primeira metade de 2021, se conseguir vencer os obstáculos das cadeias de suprimento e produção, disse seu fundador.

Ryuichi Morishita, professor de terapia genética da Universidade de Osaka. 9/6/2020. REUTERS/Rocky Swift

A companhia largou na frente no desenvolvimento de uma possível vacina contra a Covid-19 reformulando um tratamento contra hipertensão, que já havia alcançado padrões regulatórios e de alta segurança, entre outros obstáculos.

Ryuichi Morishita disse à Reuters que o Ministério da Saúde e a Agência de Remédios e Dispositivos Médicos do Japão “já têm grande confiança em nosso produto” por causa desta experiência.

Os comentários vieram no momento em que o governo japonês contingencia seu orçamento mais recente para produção de vacinas visando colocar uma vacina contra o coronavírus em uso e realizar a Olimpíada de Tóquio adiada no ano que vem.

Farmacêuticas de todo o mundo correm para desenvolver tratamentos e vacinas para Covid-19, doença respiratória causada pelo coronavírus, que já matou mais de 400 mil pessoas.

Existem 10 vacinas em testes clínicos e dezenas mais sob avaliação pré-clínica, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), mas a produção em massa e a alocação continuam sendo desafios consideráveis.

Morishita alertou que a falta de componentes de remédios a frascos de vidro, agora que centenas de institutos e empresas realizam pesquisas simultaneamente, veio à tona em meio ao que chama de “guerra das vacinas” e pode complicar a produção.

A candidata da AnGes é uma das maiores esperanças do Japão para uma vacina contra o coronavírus porque seu desenvolvimento está mais avançado do que algumas sendo produzidas por outras farmacêuticas, como Shionogi e Daiichi Sankyo.

Ela é uma vacina de DNA que desabilita a conexão entre os espigões das proteínas do coronavírus e os receptores nas células humanas.

Resultados iniciais de testes em ratos mostraram produção maior de anticorpos. Testes com 30 voluntários humanos devem começar em julho, com resultado inicial esperado para setembro.

Outras candidatas, como da norte-americana Moderna, se baseiam em RNA mensageiro, que leva células humanas a fazerem proteínas específicas que produzem uma reação imunológica. Outras variedades se baseiam em formas inativas do vírus.

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