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Ibovespa mostra fraqueza com ajustes após começo de semana forte

SÃO PAULO (Reuters) - A bolsa paulista mostrava certa fraqueza nesta terça-feira, em sessão de ajustes após um começo de semana forte, com Wall Street sem viés claro, enquanto a alta das ações da B3 ajudava a aliviar a pressão negativa sobre o Ibovespa.

REUTERS/Rahel Patrasso

Às 11:24, o índice de referência do mercado acionário brasileiro caía 0,29%, a 98.653,09 pontos. O volume financeiro somava 5,78 bilhões de reais.

Na véspera, o Ibovespa fechou em alta de mais de 2% e no maior patamar em quatro meses, em meio a perspectivas positivas de recuperação econômica pós-Covid-19 e com intenso noticiário corporativo no país.

“Após um início impressionante da nova semana de negociação, os mercados de ações (no exterior) mostraram alguma consolidação na madrugada”, observou o analista Milan Cutkovic, da AxiCorp.

“No entanto, o sentimento do mercado permanece positivo e ganhos adicionais parecem prováveis no curto prazo... Os participantes do mercado continuam otimistas de que o pior já passou”, acrescentou, em nota a clientes.

Também no radar está o fato de que o presidente Jair Bolsonaro foi submetido na segunda-feira a novo exame para Covid-19, que deve ter resultado divulgado nesta terça-feira.

Na visão da equipe da Terra Investimentos, os tão esperados 100 mil pontos deverão ficar para outro dia, dada a agenda fraca, o mercado externo mais negativo e a possibilidade do contágio do presidente pela Covid-19.

O Ibovespa marcou 99.256,85 pontos na máxima da segunda-feira.

DESTAQUES

- CVC BRASIL ON caía 5,14%, maior queda do Ibovespa, após liderar as altas na véspera, quando fechou com elevação de 10,55%. Antes da abertura, a operadora de turismo comunicou que está em tratativas internas finais quanto aos termos e condições definitivos de uma operação de capitalização, bem como apresentou atualizações sobre processo relacionado a erros contábeis e efeitos da pandemia de Covid-19.

- LOJAS AMERICANAS PN e B2W ON perdiam 2,67% e 1,23%, respectivamente, também após forte valorização na véspera, depois que a Lojas Americanas anunciou oferta de ações de até 7 bilhões de reais que inclui B2W como um dos destinos dos recursos captados na operação. A Lojas Americanas disse que avalia capitalizar a B2W em 3 bilhões de reais.

- BRADESCO PN perdia 1,32%, após fechar em alta de 6% na segunda-feira, em meio a ajustes nos papéis de grandes bancos de varejo, com ITAÚ UNIBANCO PN cedendo 1,59%.

- B3 ON subia 1,01%, atenuando a pressão negativa sobre o Ibovespa. O BTG Pactual elevou o preço-alvo da ação a 65 reais (de 58 reais antes), bem como previsão de lucro para o ano e reiterou recomendação de compra, citando dados preliminares de junho, com volumes muito fortes e acelerando versus maio.

- PETROBRAS PN e PETROBRAS ON recuavam 0,4% e 0,6%, respectivamente, apesar de o petróleo no exterior ensaiar melhora. A companhia também começou o descomissionamento da plataforma P-12, na Bacia de Campos, após ter recebido aval da reguladora ANP, da Marinha e do órgão ambiental Ibama, que deve ser leiloada em julho.

- VALE ON tinha variação negativa de 0,16%, apesar da alta dos preços futuros do minério de ferro na China, com o surgimento de dúvidas em relação a um esperado aumento dos embarques do Brasil. No setor de mineração e siderurgia, porém, USIMINAS PNA caía 1,84%, GERDAU PN perdia 1,73% e CSN ON recuava 0,80%.

- MARFRIG ON tinha elevação de 4,12%, em sessão positiva para o setor de proteínas na bolsa. MINERVA ON valorizava-se 3% e JBS ON avançava 2,55%.

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