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Executivo da UE não sinaliza sanções novas contra a Rússia por caso Navalny

BRUXELAS (Reuters) - O Executivo da União Europeia sinalizou nesta quinta-feira que o bloco não imporá novas sanções rapidamente em reação ao que a Alemanha disse ter sido o envenenamento do líder de oposição russo Alexei Navalny com um agente nervoso tóxico, enfatizando que Moscou tem que garantir um inquérito minucioso.

Líder da oposião russa Alexei Navalny participa de manifestação em fevereiro deste ano 29/02/2020 REUTERS/Shamil Zhumatov

Líderes da UE não douraram a pílula ao expressar seu repúdio pelo suposto envenenamento de Navalny, e são crescentes os clamores para se punir a Rússia pelo uso do produto tóxico de estilo soviético, a mesma substância que o Reino Unido disse ter sido usada contra um agente duplo russo em um ataque na Inglaterra em 2018.

O porta-voz da Comissão Europeia, Peter Stano, disse nesta quinta-feira que não existe nenhuma investigação sobre o caso Navalny por ora, que a Rússia precisa realizar um inquérito independente para levar os perpetradores à Justiça e que o bloco reagirá com base nas medidas de Moscou.

“Não é normal, não é aceitável que alguém seja sujeitado a uma tentativa de assassinato com um agente químico de grau militar e que não deveria estar amplamente disponível e circulando em nossa sociedade, ou na sociedade russa”, disse.

Stano acrescentou que o bloco de 27 nações já iniciou conversas sobre como reagir e que o histórico russo de investigações de assassinatos anteriores de críticos proeminentes do Kremlin, como Anna Politkovskaya, Sergei Magnitsky ou Boris Nemtsov, é ruim.

“Queremos ver uma investigação crível, minuciosa, que traga respostas claras a todas as perguntas que este caso trouxe ao público russo e ao público europeu.”

“É difícil falar sobre punição se você não tem os responsáveis a esta altura.”

A UE, que exige unanimidade de todos os seus 27 países-membros para impor sanções, já ativou tais medidas restritivas contra Moscou por causa dos tumultos na Ucrânia.

O bloco puniu os setores russos de energia, finanças e armas depois que Moscou anexou a Crimeia da Ucrânia em 2014 e passou a apoiar rebeldes que combatem tropas de Kiev no leste do país.

A UE também proíbe negócios com a Crimeia anexada. Uma terceira leva de sanções criou uma lista de indivíduos e empresas que o bloco vê como fundamentais para disseminar o caos na Ucrânia, um ex-satélite de Moscou.

Acrescentar nomes à lista seria a opção mais rápida para a UE, que já tem um regime de sanções separado para o uso e a proliferação de armas químicas, independentemente de nacionalidade ou localização.

Reportagem adicional de John Chalmers e Marine Strauss

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