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Chefe da Opep diz que nova onda da Covid-19 pode adiar recuperação do petróleo

Unidade de produção de petróleo. REUTERS/Angus Mordant/File Photo

LONDRES (Reuters) - O secretário-geral da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), Mohammad Barkindo, afirmou nesta segunda-feira que uma recuperação do mercado da commodity pode demorar mais do que o esperado, à medida que o número de casos de coronavírus avança em todo o mundo, e que a Opep e seus aliados vão “manter o curso” para equilibrar o mercado.

A Opep e aliados como a Rússia promoveram um corte recorde de produção de petróleo em abril, diante dos impactos da pandemia sobre a demanda. Eles pretendem elevar o bombeamento a partir de janeiro, como parte de uma flexibilização gradual às restrições de oferta.

Questionado no evento virtual India Energy Forum, da CERAWeek, se a segunda onda do vírus exige mudanças nas estratégias da Opep, Barkindo afirmou que as expectativas de recuperação de demanda vistas anteriormente foram frustradas.

“Nós tínhamos esperança de que o segundo semestre de 2020 começasse a registrar uma recuperação”, disse Barkindo. “Infelizmente, tanto o crescimento econômico quanto a recuperação da demanda seguem anêmicas no momento, muito em função do vírus.”

“Seguimos cautelosamente otimistas de que a recuperação vá continuar. Pode levar mais tempo, talvez em níveis mais baixos, mas estamos determinados a manter o curso”, acrescentou Barkindo.

Os membros da Opep+, segundo ele, atingiram uma conformidade média de 100% com os cortes de oferta prometidos e vão seguir implementando restrições de produção para que os estoques de petróleo caiam ainda mais.

“Estamos determinados a ajudar o mercado a restaurar a estabilidade, garantindo que a queda de estoque continue.”

Reportagem de Alex Lawler

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