7 de Outubro de 2014 / às 21:04 / em 3 anos

Coordenador de Marina diz que ela terá "protagonismo" no 2º turno

SÃO PAULO (Reuters) - O coordenador da campanha derrotada de Marina Silva (PSB) à Presidência Walter Feldman disse nesta terça-feira que a ex-ministra terá “protagonismo” no segundo turno da eleição presidencial entre Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB), o que sinaliza que ela não ficará neutra na disputa.

Candidata derrotada do PSB à Presidência Marina Silva acena para simpatizantes durante entrevista coletiva em São Paulo. 05/10/2014. REUTERS/Nacho Doce

Marina ficou em terceiro lugar no primeiro turno da eleição presidencial realizado no domingo com mais de 22 milhões de votos, enquanto Dilma terminou em primeiro e Aécio em segundo.

“Ela diz claramente que terá um protagonismo no segundo turno, o que simboliza, significa, se interpreta que não terá provavelmente uma posição de neutralidade como teve em 2010”, disse Feldman a jornalistas em São Paulo, onde Marina tem recebido lideranças em um apartamento na zona sul da cidade.

Feldman --que é da Rede Sustentabilidade, grupo político que Marina pretende formalizar como partido depois de não conseguir registrá-lo para a eleição deste ano-- disse que nenhum líder petista ou tucano conversou com lideranças marineiras sobre o programa de governo.

“Não há nenhuma conversa com dirigentes do PSDB ou PT sobre questões programáticas”, disse Feldman, que já foi membro do PSDB.

Após o resultado da apuração no domingo, Marina disse que o programa de governo será a base para o diálogo sobre eventuais apoios para o segundo turno. Ela também afirmou que quando não conseguiu registrar a Rede em 2013, decidiu apoiar o ex-presidenciável do PSB Eduardo Campos, morto em um acidente aéreo em agosto, em vez de ficar atrás de uma “anticandidatura” e que essa tendência poderia ser seguida.

As declarações de Marina foram interpretadas como uma sinalização de apoio a Aécio e pessoas próximas a ex-ministra, como o deputado federal Alfredo Sirkis (PSB-RJ) e o economista Eduardo Giannetti, já declararam voto no tucano.

Analistas ouvidos pela Reuters apontam como improvável um apoio de Marina a Dilma, por conta da artilharia pesada usada contra a ex-ministra na campanha do primeiro turno, quando Marina chegou a estar à frente a presidente nas simulações de segundo turno das pesquisas de intenção de voto.

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