August 22, 2018 / 2:09 PM / in 3 months

DIs sobem após Dafolha aumentar cautela dos mercados com eleições

SÃO PAULO (Reuters) - As taxas dos contratos futuros de juros subiam nesta quarta-feira, com os investidores mantendo a cautela após a pesquisa Datafolha consolidar o cenário em que o candidato que mais agrada ao mercado, Geraldo Alckmin (PSDB), continuava sem evoluir na corrida eleitoral de outubro.

“Lula com 39 por cento das intenções de voto... deve ampliar os receios do mercado de um resultado eleitoral adverso para as reformas”, escreveu a CM Capital Markets.   

Pesquisa Datafolha mostrou que o candidato do PSL, Jair Bolsonaro, lidera a corrida presidencial com 22 por cento das intenções de voto quando o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não aparece na disputa, seguido por Marina Silva (Rede), com 16 por cento. Neste cenário, Alckmin tem 9 por cento.

Na semana, pesquisas da CNT/MDA e Ibope já haviam mostrado quadro semelhante, que acabou estressando os mercados e levando o dólar ao patamar de 4 reais.

No cenário do Datafolha em que Lula aparece como candidato, o ex-presidente lidera com 39 por cento de apoio e que 48 por cento dos entrevistados não votariam em um candidato apoiado por Lula, mas que 31 por cento disseram que votariam com certeza e 18 por cento, talvez.

“Apesar de Haddad estar fraco no cenário em que é o candidato do PT, há grande possibilidade de Lula transferir boa parte de seus votos para ele. Cada vez mais o mercado começa a antecipar um segundo turno entre PT e PSL”, afirmou o gestor de derivativos de uma corretora local.

O nervosismo do mercado levou à adoção de posições defensivas que já levaram o dólar para acima de 4 reais, trajetória que pode impulsionar a inflação doméstica, por ora bastante comportada.

A curva a termo precificava nesta sessão 100 por cento de chances de alta de 0,25 ponto percentual da Selic em setembro, sobre 92 por cento na véspera, segundo operadores. A Selic está no piso histórico de 6,50 por cento ao ano.

Às 15:00 (horário de Brasília), será divulgada a ata da reunião do Federal Reserve, banco central norte-americano, com os mercados globais de olho em novas pistas sobre o rumo dos juros na maior economia do mundo. Até agora, o Fed já elevou a taxa de juros duas vezes neste ano e os agentes econômicos acreditam que outras duas altas ocorrerão neste ano diante da força econômica do país.

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