September 26, 2018 / 3:33 PM / 19 days ago

Raízen segura investimentos por interferência do governo; aguarda eleições

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Raízen, joint venture entre Cosan (CSAN3.SA) e Shell (RDSa.AS), está segurando investimentos de 1,5 bilhão a 2 bilhões de reais em infraestrutura para os próximos cinco anos em razão da interferência do governo no mercado de diesel, disse um executivo da empresa nesta quarta-feira.

Refinaria em Paulínia, São Paulo 1/07/2017 REUTERS/Paulo Whitaker

O montante estaria relacionado a investimentos em portos e ferrovias, por exemplo, explicou Ricardo Mussa, vice-presidente de Logística e Trading da companhia, a segunda maior distribuidora do país;

Para ele, os subsídios ao óleo diesel, efetivados na esteira dos protestos dos caminhoneiros, foram “um pouco exagerados”.

“Tem muita interferência e eleições... Estamos segurando (investimentos). A interferência cria incerteza, afeta competição e é pior para o consumidor”, disse ele durante o evento Rio Oil & Gas, no Rio de Janeiro.

De acordo com Mussa, a execução desse orçamento para infraestrutura vai depender do resultado das eleições de outubro e de como o futuro presidente eleito vai direcionar a política de preços de combustíveis a partir de 2019.

“Temos de saber se o novo governo que vem por aí vai querer mudar a política da Petrobras (PETR4.SA). Se você tiver um governo que vai trabalhar abaixo da paridade (internacional), só quem vai importar é a Petrobras e não tem por que fazer investimento”, adicionou ele.

O executivo defendeu que a discussão acerca da subvenção econômica aos preços do diesel, válida até o fim do ano, deveria ser iniciada logo após o pleito eleitoral. Caso seja deixada para a última hora, o “caos” vai se instaurar e pode haver uma disparada de preços.

Hoje, de acordo com o executivo da Raízen, pelo preço de referência definido pela reguladora ANP, em meio a um cenário de alta do barril do petróleo e do dólar, a Petrobras voltou a ser monopolista na importação de combustíveis, já que não há espaço para compras externas de agentes de mercado como se via antes dos protestos de caminhoneiros.

Por Rodrigo Viga Gaier; Edição de José Roberto Gomes

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