October 8, 2018 / 5:14 PM / 15 days ago

Haddad diz que 2º turno vai contrapor neoliberalismo de Bolsonaro a Estado de bem-estar social

SÃO PAULO (Reuters) - O candidato do PT à Presidência, Fernando Haddad, afirmou nesta segunda-feira que o segundo turno contra Jair Bolsonaro (PSL) vai contrapor dois modelos econômicos distintos: o neoliberalismo representado pelo rival contra o Estado de bem-estar social que o petista disse representar.

Candidato do PT à Presidência, Fernando Haddad 08/10/2018 REUTERS/Rodolfo Buhrer

“Penso que o que vai nortear o segundo turno é muito o modelo econômico. O neoliberalismo que ele propõe e o Estado de bem-estar social que nós propomos, em relação aos direitos trabalhistas, aos direitos sociais”, disse Haddad em entrevista coletiva em Curitiba, após visitar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que está preso na sede da Polícia Federal na capital paranaense.

“Isso é um núcleo importante das nossas divergências. Na minha opinião, o retorno do neoliberalismo vai agravar a crise e nós vamos seguir um modelo que não deu certo na Argentina, não vai fortalecer o poder de compra do trabalhador, não vai aquecer a economia. Então o modelo neoliberal eu penso que é um dos temas que vamos tratar”, acrescentou o petista.

Haddad também disse que buscará “forças democráticas” representadas por candidaturas derrotadas no primeiro turno do pleito para conversar.

Ele afirmou que candidatos que ficaram pelo caminho, como Ciro Gomes (PDT), Marina Silva (Rede), Geraldo Alckmin (PSDB) e Henrique Meirelles (MDB) têm “alta respeitabilidade”.

“Acho que um Ciro Gomes, está lá pela terceira campanha presidencial, pessoa de alta respeitabilidade, Marina Silva, mesmo o Geraldo Alckmin, que está em sua segunda campanha presidencial, posso discordar dele, divergir, mas nunca deixei de respeitar”, disse Haddad.

“Vou conversar com as forças democráticas do país, representadas por algumas candidaturas sim, você tem Ciro Gomes, Guilherme Boulos, estou mantendo contato com alguns governadores do PSB com quem eu tenho longa relação de amizade política. Falei com Paulo Câmara, vamos falar com Carlos Siqueira, presidente do PSB, temos todo interesse em que as forças democráticas progressistas estejam unidas em torno desse projeto.”

Por Eduardo Simões, em São Paulo

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