for-phone-onlyfor-tablet-portrait-upfor-tablet-landscape-upfor-desktop-upfor-wide-desktop-up
Nacional

PF faz operação para investigar violação de sigilo do voto e incitação de homicídio na eleição

Urnas eletrônicas em Curitiba, no Brasil 25/9/2018 REUTERS/Rodolfo Buhrer

(Reuters) - A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira operação de combate a crimes relacionados às eleições deste ano, como casos de violação de sigilo do voto e de incitação de homicídio, com nove ações simultâneas sendo realizadas pelo país após monitoramento de redes sociais, informou a PF.

A chamada operação Olhos de Lince faz parte das atividades realizadas pelo Centro Integrado de Comando e Controle Eleitoral.

Como parte das ações, foram emitidos quatro mandados de busca e apreensão nos Estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, e estão sendo preenchidos cinco Termos Circunstanciados de Ocorrência, com a intimação dos investigados nos Estados de Minas Gerais, Pernambuco e Rio Grande do Sul, segundo a PF.

As ações são resultado do trabalho da Polícia Federal no acompanhamento de redes sociais “com o objetivo de identificar e de evitar possíveis crimes eleitorais e ameaças aos candidatos que concorrem ao pleito”, e contaram com métodos de reconhecimento facial para identificar suspeitos.

“Para a identificação dos investigados foram utilizadas técnicas de reconhecimento facial, que por meio de critérios científicos permitem a realização de análises e comparações das características faciais tais como cicatrizes, manchas e proporções, possibilitando a identificação de forma técnica e precisa dos suspeitos”, afirmou a Polícia Federal em nota.

Logo após o primeiro turno da eleição em 7 de outubro, a PF deflagrou uma operação para investigar e coibir crimes relacionados a vídeos que circularam nas redes sociais. No dia do pleito circulou um vídeo em que um eleitor denunciava suposta fraude no sistema de urnas eletrônicas, e outro vídeo que também circulou nas redes mostrava uma pessoa pressionando os dígitos da urna eletrônica com uma arma.

Reportagem de Maria Clara Pestre, no Rio de Janeiro

for-phone-onlyfor-tablet-portrait-upfor-tablet-landscape-upfor-desktop-upfor-wide-desktop-up