November 7, 2018 / 5:54 PM / in 15 days

ESTREIAS-Cinebiografia de Chacrinha e suspense "Millenium – A Garota Na Teia De Aranha" chegam aos cinemas

SÃO PAULO (Reuters) - Veja um resumo dos principais filmes que estreiam no país na quinta-feira:

A atriz Claire Foy durante premiação em Los Angeles 18/09/2018 REUTERS/Mike Blake

“CHACRINHA – O VELHO GUERREIRO”

Dirigida por Andrucha Waddington, a cinebiografia de José Abelardo Barbosa de Medeiros (1917-1988), apresentador de TV que ficou famoso como Chacrinha, procura destacar os principais momentos de sua trajetória.

Pernambucano de Surubim, José Abelardo (Eduardo Sterblitch) chega ao Rio quando o navio em que trabalhava como um improvisado baterista da banda de bordo tem que fazer uma parada. Decide ficar pela cidade, então a capital do País, tornando-se radialista.

Foi ainda no rádio que virou Chacrinha (Stepan Nercessian), chegando à televisão no seu início, quando ninguém, nem ele, acreditava no poder da telinha. Muito versátil, ele já dominava as técnicas da comunicação popular, com seu visual carnavalesco e comportamento pré-politicamente correto, empunhando a buzina para gongar calouros, disparando bordões como “Alô, alô Terezinha” e realizando seus inacreditáveis arremessos de produtos para a plateia, como bacalhau.

“A GAROTA NA NÉVOA”

O suspense italiano marca a estreia na direção do roteirista e escritor Donato Carrisi, a partir de seu best-seller homônimo, que vendeu mais de 3 milhões de cópias pelo mundo.

Numa cidade isolada nos Alpes italianos, Avechot, acaba de desaparecer uma adolescente de 16 anos, Mary Lou (Ekaterina Buscemi). Seu sumiço abala a tranquilidade do local, onde boa parte da população frequenta uma fraternidade religiosa, incluindo a família da garota, os Kastner.

Chegam à cidade para conduzir as investigações o inspetor Vogel (Toni Servillo) e seu assistente, Borghi (Lorenzo Richelmy), homens experientes em casos complicados. Não é segredo para ninguém que Vogel é um tipo vaidoso, que adora holofotes e não se furta a tirar partido deles. Isto fica evidente por sua peculiar relação com uma famosa e sensacionalista repórter de TV, Stella Honer (Galatea Ranzi) quando aparece o primeiro suspeito, o professor Loris Martini (Alessio Boni).

“TODAS AS CANÇÕES DE AMOR”

Dois tempos e duas histórias de amor guiam a narrativa deste filme romântico brasileiro, ganhador do Prêmio da Crítica na Mostra de São Paulo deste ano. Os romances de Chico (Bruno Gagliasso) e Ana (Marina Ruy Barbosa), no presente, e Clarisse (Luiza Mariani) e Daniel (Julio Andrade), no passado, se entrelaçam por meio de uma fita cassete.

Dirigido por Joana Mariani, o filme busca semelhanças e diferenças entre os dois casais em momentos distintos de seus relacionamentos. Os do passado se separando; os do presente, começando um casamento. Dessa forma, para criar paralelos, o roteiro investe em situações para que, de alguma forma, reverberem nos dois tempos.

As cenas de Luiza e Andrade são bem mais interessantes, porque são atores mais experientes e, além disso, seus personagens são muito mais delineados. A trilha sonora, parte fundamental, resgata músicas românticas que vão de Gal Costa e Cazuza a Leandro e Leonardo.

“MILLENIUM – A GAROTA NA TEIA DE ARANHA”

Contando três longas suecos e um americano, esta é a quinta incursão da personagem Lisbeth Salander no cinema e, visivelmente, a mais fraca, embora não seja culpa da atriz Claire Foy – cuja competência pode ser atestada no recente “O primeiro homem”. O grande problema deste novo filme recai sobre o roteiro e a direção, assinada pelo espanhol Fede Alvarez.

Trata-se de um filme genérico, que transforma Salander numa espécie de James Bond com superpoderes tecnológicos, cuja maior função é apertar botões e fazer cara de intrigada ou valente. O enredo é banal, começando com a infância traumática da personagem, e logo pula para o presente, com uma trama envolvendo armas nucleares.

O jornalista Mikael Blomkvist também já viu dias melhores. Aqui está mais apagado do que nunca – parte disso é culpa de uma interpretação anódina do sueco Sverrir Gudnason, a quem falta o punch que tornava o personagem marcante nas mãos de Michael Nyqvist e Daniel Craig.

“OPERAÇÃO OVERLORD”

Como se alguém tivesse alguma dúvida de que os nazistas são completamente do mal, o diretor Julius Avery não poupa esforços para colocá-los na tela como a força mais maligna da história. “Operação Overlord”, que é um filme trash com alto orçamento, funciona como um videogame cujo prazer maior é socar nazistas.

Os protagonistas são um grupo de paraquedistas norte-americanos que acaba caindo num pequeno vilarejo francês, ocupado por oficiais e cientistas alemães que realizam experiências grotescas. Os heróis têm uma missão mas, diante do que encontram, esta se torna ainda maior. Com a ajuda de uma francesa (Mathilde Ollivier), tentarão destruir o laboratório.

A maior qualidade do filme talvez esteja em explicitar em forma de videogame como os métodos nazistas eram realmente perversos. É uma mensagem que, estranhamente, ainda precisa ser lembrada no mundo atual.

(Por Neusa Barbosa e Alysson Oliveira, do Cineweb)

* As opiniões expressas são responsabilidade do Cineweb

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