November 9, 2018 / 1:03 PM / 3 days ago

DIs longos sobem com exterior após Fed; curtos rondam estabilidade com previsão de Selic estável

SÃO PAULO (Reuters) - As taxas dos contratos futuros de juros de prazo mais longo subiam nesta sexta-feira, reagindo à manutenção da perspectiva de aumento de juros nos Estados Unidos, e ao cenário político local, com as indefinições sobre a nova equipe de governo e reforma da Previdência.

O trecho mais curto da curva, por sua vez, rondava a estabilidade, uma vez que a queda de 0,11 por cento do IGP-M na primeira prévia de novembro deve manter a perspectiva de manutenção da Selic em 6,50 por cento ao ano.

Depois das eleições parlamentares em que o Partido Republicano do presidente Donald Trump perdeu o controle da Câmara dos Deputados, havia a expectativa de que o Federal Reserve desse algum sinal de alívio na política monetária, já que será mais trabalhoso agora para Trump aprovar medidas como mais cortes de impostos.

Mas a manutenção do teor do comunicado pelo Federal Reserve acabou tendo um viés ‘hawkish’ para os ativos, o que fazia o dólar se fortalecer ante outras divisas em todo o mundo, também impactando no real e ainda na curva de juros brasileira.

“No geral, o comunicado sugere que o Fed ainda está a caminho de continuar elevando as taxas de juros gradualmente, com o próximo aumento na sua reunião de dezembro”, escreveu o economista-sênior da empresa de pesquisas macroeconômicas Capital Economics, Michael Pearce.

“Em meados do próximo ano, no entanto, esperamos que o crescimento econômico diminua abaixo do seu ritmo potencial, forçando o Fed a fazer uma pausa nos aumentos, começando então a reduzir os juros em 2020”, acrescentou.

Mais juros nos EUA tendem a atrair para o país recursos aplicados em outras praças globais mais arriscadas, como é o caso do Brasil.

Internamente o noticiário político não inspira os investidores a montarem posições a favor do país, já que há muita indefinição sobre a equipe do novo governo, destacadamente o comando do Banco Central. A questão da reforma da Previdência também tem trazido cautela.

“O discurso firme e postura incisiva de (Jair) Bolsonaro passaram para o mercado a impressão que ele iria ‘simplesmente resolver’ qualquer problema que apareça na sua agenda”, escreveu o economista-chefe da corretora Spinelli, André Perfeito.

“No entanto, o que vimos foi o establishment político mandando um recado bem diferente ao recém eleito presidente”, completou ele ao citar o aumento do salário dos ministros do Supremo Tribunal Federal e a medida provisória que institui um novo regime tributário para o setor automotivo, o Rota 2030..

O trecho mais curto da curva a termo rondava a estabilidade, após mais um índice de inflação manter a estimativa de juros inalterados no encontro de dezembro do Banco Central.

A curva a termo precificava nesta sessão 75 por cento de chances de manutenção da taxa Selic em 6,5 por cento no encontro que termina em 12 de dezembro, de 80 por cento na véspera. O restante indicava alta de 0,25 ponto percentual, mostravam dados da Reuters.

Veja as taxas dos principais contratos de DIs às 10:58:

mês ticker último fechamento variação

(%) anterior (%) (p.p.)

JAN9 6,425 6,424 0,001

JAN0 7,17 7,17 0

JAN21 8,24 8,22 0,02

JAN23 9,54 9,44 0,1

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