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Porta-voz do Vaticano e sua vice pedem demissão por divergências em estratégia

CIDADE DO VATICANO (Reuters) - O porta-voz do Vaticano e sua vice renunciaram aos seus cargos na segunda-feira por divergências sobre estratégia, encerrando um ano de reviravoltas na estrutura de comunicação da Santa Sé.

Um breve comunicado do Vaticano não explicou as renúncias. O porta-voz Greg Burke, um norte-americano, tuitou que ele e sua vice espanhola, Paloma Garcia Ovejero, pediram demissão para permitir que o papa Francisco indicasse um novo time, no que era um “momento de transição”.

Uma fonte do Vaticano afirmou que Burke e Ovejero queriam mais autonomia do departamento do Vaticano que supervisiona todas as comunicações.

Eles pediram demissão duas semanas depois de o papa Francisco indicar um amigo pessoal, o jornalista italiano Andrea Tornielli, para se tornar diretor editorial de todas as comunicações do Vaticano.

A fonte disse que acredita-se ser a primeira vez que os dois cargos mudaram de mãos simultaneamente, sublinhando as diferenças de opinião.

“Paloma e eu pedimos demissão, começando em 1º de janeiro. Neste momento de transição na comunicação do Vatiacano, acreditamos que é melhor que o Papa fique completamente livre para montar a sua equipe”, tuitou Burke.

O ex-repórter da Fox News de 59 anos, baseado em Roma, juntou-se ao Vaticano em 2012 como conselheiro em sua Secretaria de Estado e se tornou porta-voz em 2016. Ele é membro do grupo católico conservador Opus Dei.

Ovejero, de 43 anos, ex-repórter da rede de rádio espanhola COPE, era uma das poucas mulheres de alto escalão do Vaticano.

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