January 10, 2019 / 11:15 AM / in 6 days

DIs têm pequenas altas após dados fracos na China reaquecerem preocupações com desaceleração global

REUTERS/Bruno Domingos

SÃO PAULO (Reuters) - As taxas dos contratos futuros de juros registravam pequenas altas nesta quinta-feira, após uma rodada de dados fracos na China reaquecer as preocupações com a desaceleração econômica global em meio à ausência de medidas concretas depois do encontro entre representantes de Estados Unidos e China para discutir a guerra comercial.

“Os dados de inflação da China mostraram um arrefecimento maior que o esperado pelo mercado...Esse cenário dá espaço para o governo chinês adotar políticas econômicas anticíclicas adicionais para compensar a desaceleração potencial da atividade, derivada dos efeitos da guerra comercial com os EUA”, disse o Bradesco em relatório.

Tanto a inflação ao consumidor quanto ao produtor na China ficaram abaixo do esperado em dezembro, num sinal preocupante de riscos deflacionários o que pode levar Pequim a adotar mais políticas de suporte para ajudar a estabilizar a economia.

China e EUA encerraram três dias de reuniões no começo da semana, sem nenhum anúncio concreto. Os chineses disseram que os três dias de negociações em Pequim estabeleceram uma “fundação” para resolver as diferenças entre os dois países, mas não deram nenhum detalhe sobre as questões mais importantes.

“Os ativos brasileiros se beneficiaram muito do rali mundial nos últimos dias e podem ter uma realização hoje, mas de forma muito modesta e que não muda a tendência de valorização que se verifica nos últimos meses”, apontou, no entanto, a SulAmérica Investimentos sobre o movimento desta sessão.

Na véspera, a ata do último encontro de política monetária do Federal Reserve já trouxe alívio ao indicar que as autoridades poderiam ser pacientes sobre os futuros aumentos da taxa de juros nos Estados Unidos. Nesta tarde, o chairman do Fed, Jerome Powell, fala e pode dar alguma nova pista sobre a trajetória futura da política monetária norte-americana.

Do lado doméstico, o mercado ainda segue otimista com a cena política local, à espera de uma proposta robusta de reforma da Previdência que leve ao ajuste fiscal da economia, movimento que tem trazido certa resiliência dos ativos domésticos ao cenário externo neste início de ano.

Na véspera, o secretário especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Rogério Marinho, afirmou que até 2 milhões de benefícios previdenciários deverão ser auditados por terem indícios de irregularidades, dentro do escopo da medida provisória antifraude que deve ser assinada até segunda-feira pelo presidente Jair Bolsonaro.

A curva a termo precificava nesta quarta-feira 93 por cento de chances de manutenção da Selic no primeiro encontro de política monetária do Banco Central deste ano, nos dias 5 e 6 de fevereiro, e o restante esperando elevação de 0,25 ponto percentual. Na véspera, as chances de manutenção estavam em 91 por cento.

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