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Preocupações com crescimento da China pesam e Wall St fecha em queda

Operadores trabalham no pregão da Bolsa de Valores de Nova York. 10/01/2019. REUTERS/Brendan McDermid

NOVA YORK (Reuters) - As ações norte-americanas caíram nesta segunda-feira, com uma inesperada queda nas exportações chinesas reacendendo temores de desaceleração econômica global e ditando cautela de investidores quando a temporada de lucros das empresas que se iniciou.

O índice Dow Jones caiu 0,36 por cento, para 23.909 pontos, o S&P 500 recuou 0,53 por cento, a 2.582 pontos e o Nasdaq caiu 0,94 por cento, a 6.905 pontos.

Os dados mostraram que as exportações da China tiveram a maior queda em dois anos em dezembro e as importações também recuaram. A queda apontou enfraquecimento da segunda maior economia do mundo e para uma demanda global instável.

Os fabricantes de chips, que geram uma parcela considerável de sua receita a partir de China, levaram um golpe, com o índice Philadelphia Semiconductor recuando 1,6 por cento. O setor tecnologia recuou 0,9 por cento, exercendo a maior pressão de queda para o S&P 500.

À medida que crescem preocupações com o crescimento global, as grandes expectativas para os resultados corporativos nos EUA recuaram. Analistas estimam agora que os lucros do índice S&P 500 vão crescer 14,3 por cento no quarto trimestre em relação ao mesmo período de 2017, enquanto que em outubro a previsão era de crescimento de 20,1 segundo dados IBES da Refinitiv.

“Será importante ver se a desaceleração chinesa é real ou se é uma desculpa para algumas empresas não atingirem o alto crescimento visto recentemente”, disse Craig Birk, diretor de investimentos da Personal Capital, em San Francisco. “Se as coisas estão realmente desacelerando, você começará a ver isso no trimestre”.

A Apple apontou para desaceleração da demanda na China, quando cortou sua previsão de receita em 2 de janeiro.

No entanto, temporada de resultados começou com uma nota positiva, com o Citigroup superando estimativas de lucro. As ações do banco subiram 4,0 por cento e impulsionaram o setor financeiro da S&P , que subiu 0,7 por cento.

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