March 8, 2019 / 2:33 PM / 7 months ago

Fundo da Noruega venderá fatias em empresas de petróleo; manterá ações de integradas

OSLO (Reuters) - O fundo soberano de trilhões de dólares da Noruega, o maior do mundo, venderá suas participações em exploradores e produtores de petróleo e gás, mas ainda investirá em empresas de energia que tenham refinarias e outras atividades de distribuição, segundo um plano do governo.

A proposta anunciada na sexta-feira indica que as participações do fundo em empresas integradas, como a Royal Dutch Shell, a Exxon Mobil e outras grandes empresas envolvidas em tudo, desde a exploração até a venda de combustível, não serão vendidas.

O Estado, que acumulou sua riqueza com as reservas de petróleo e gás do Mar do Norte, também não tem planos de vender sua participação direta na Equinor da Noruega.

“O governo está propondo excluir empresas classificadas como exploradoras e produtoras do setor de energia do fundo para reduzir o risco agregado do preço do petróleo na economia norueguesa”, disse o Ministério da Fazenda em comunicado.

As ações de energia representaram 5,9 por cento dos investimentos do fundo no final de 2018, valendo cerca de 37 bilhões de dólares, mostraram dados do fundo. Mas muito desse montante é investido em empresas integradas, em vez de exploradores e produtores menores e focados.

As empresas excluídas do fundo incluirão a Cairn Energy, na qual o fundo detinha uma participação de 1,92 por cento no valor de 22 milhões de dólares no final de 2018, a Tullow Oil, na qual detinha 2,1 por cento (67 milhões de dólares); Premier Oil, no qual detinha 1,8 por cento no valor de 12 milhões de dólares.

“As empresas de exploração e produção serão progressivamente retiradas do fundo ao longo do tempo”, disse a proposta do governo, sem dar um cronograma.

A proposta, feita pelo banco central que administra o fundo, visa tornar a riqueza norueguesa menos vulnerável a qualquer queda permanente nos preços do petróleo, agora que o fundo aumentou sua exposição a ações para 70 por cento de seu valor, de 60 por cento.

Por Gwladys Fouche e Terje Solsvik

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