April 2, 2019 / 8:25 PM / 8 months ago

Londres aprova plano de torre de vidro em forma de tulipa financiada por Jacob Safra

LONDRES (Reuters) - Os planos para a construção de uma torre de observação de vidro em forma de tulipa de cerca de 300 metros de altura em Londres foram aprovados pelas autoridades locais nesta terça-feira. O edifício, financiado pelo bilionário brasileiro Jacob Safra, deve ser a segunda torre mais alta da Europa Ocidental quando for finalizado, ficando atrás apenas do edifício vizinho “Shard”.    Apesar da decisão de separação do Reino Unido da União Europeia em 2016 ter criado dúvidas sobre o mercado imobiliário londrino, os planos de construção da Tulipa foram vistos como um voto de confiança na cidade.    As autoridades responsáveis pelo planejamento do distrito financeiro de Londres recomendaram nesta terça-feira que o edifício Tulip – assim batizado por ter uma haste fina encimada por um bulbo de vidro – receba permissão de andamento.    A aprovação veio apesar das críticas de que a estrutura, projetada pela Foster and Partners, bloqueará a vista da Torre de Londres e dos temores do Aeroporto da Cidade de Londres de que ela interfira com a cobertura de radar.    “Após um debate prolongado e robusto, o comitê concordou em aprovar esta atração turística verdadeiramente única”, disse o presidente do comitê de planejamento, Chris Hayward.O edifício consistirá de uma plataforma de observação de vidro, cápsulas rotatórias no exterior e um centro educativo. A construção deve começar no ano que vem e terminar em 2025.    Durante séculos, a catedral de São Paulo, reconstruída pelo arquiteto Sir Christopher Wren no século 17, foi a estrutura mais alta da capital britânica, mas hoje o cenário da cidade está mudando rapidamente.

Há mais de 541 edifícios de 20 andares ou mais sendo projetados em Londres, segundo pesquisa da organização independente de arquitetura New London Architecture.

Críticos afirmam que a cidade está se tornando cada vez mais apinhada de torres de metal e vidro que têm pouco valor arquitetônico e que minimizam monumentos históricos.     (Por Andrew MacAskill)

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