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O tortuoso caminho da Argentina até um histórico acordo de dívida

BUENOS AIRES (Reuters) - A Argentina está prestes a fechar um acordo histórico para reestruturar 65 bilhões de dólares em dívidas, enterrando o fantasma das amargas batalhas passadas com os credores, à medida que o país busca emergir de um default.

Nota de dólar e várias cédulas de pesos argentinos. 03/09/2019. REUTERS/Agustin Marcarian

Veja a linha do tempo da mais recente turbulência sobre a dívida argentina:

* 12 de agosto de 2019: Os bônus soberanos, juntamente com as ações e o peso, despencam depois de o presidente Mauricio Macri perder as eleições primárias por ampla margem para o peronista Alberto Fernández.

* 28 de agosto: O governo Macri diz que terá de renegociar dívidas com credores e Fundo Monetário Internacional (FMI).

* 28 de outubro: Fernández vence as eleições gerais. Os credores se preparam para a batalha com o governo que chega.

* 10 de dezembro: O governo Fernández assume o poder e promete diálogo “construtivo” com os credores. Em seu gabinete, ele escolhe o jovem economista Martín Guzmán, que deve liderar as negociações da dívida.

* 21 de janeiro de 2020: Guzmán anuncia plano de reestruturação da dívida pública em projeto de lei enviado ao Congresso.

* 19 de fevereiro: O FMI diz que a dívida da Argentina é “insustentável” e que o país precisa de grande apoio dos credores.

* 12 de março: Na primeira entrevista à mídia internacional, Guzmán diz que o país precisa de alívio “substancial” da dívida pelos credores, pois a Argentina é atingida pelo coronavírus.

* 6 de abril: O governo congela os pagamentos da dívida em dólares emitida sob lei local.

* 21 de abril: A Argentina faz a primeira oferta aos credores e busca grande redução nos pagamentos de cupons e suspensão de pagamento por três anos.

* 4 de maio: Os grupos de credores rejeitam a proposta em conjunto e, no final daquele mês, apresentam contrapartidas separadas ao governo.

* 22 de maio: A Argentina entra em seu nono default soberano. Guzmán disse à Reuters que o governo alterará sua oferta.

* 17 de junho: Depois de negociações sinuosas aproximarem os lados, a Argentina diz que uma contraproposta dos detentores dos bônus é “insustentável”, e os grupos de credores criticam as negociações como um fracasso.

* 5 de julho: Com o revés imposto por credores, a Argentina apresenta a primeira oferta formal alterada, melhorando os pagamentos de cupons e acelerando os vencimentos. O governo chama essa tentativa de esforço “máximo”.

* 20 de julho: Todos os três grupos de credores se unem pela primeira vez por trás de uma contraproposta, pressionando por ajustes nos termos legais e um pagamento um pouco maior.

* 4 de agosto: Após semanas de impasse, a Argentina diz que chegou a um “acordo” para reestruturar a dívida. Os principais grupos de credores dizem que apoiam o acordo.

* 24 de agosto: Prazo final para os credores aceitarem formalmente a oferta.

Tradução Redação São Paulo, 55 11 56447757 REUTERS JCG

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