22 de Maio de 2012 / às 15:07 / 5 anos atrás

Mantega: crescimento econômico começou em maio

BRASÍLIA, 22 Mai (Reuters) - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse nesta terça-feira que a economia brasileira começou a crescer mais neste mês e voltou a dizer que a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) não será de 4,5 por cento neste ano, como previsto antes.

Ministro da Fazenda, Guido Mantega, participa de cerimônia de anúncio de novas medidas do plano "Brasil Maior". Mantega disse nesta terça-feira que a economia brasileira começou a crescer mais neste mês e voltou a dizer que a expansão não deve ser de 4,5 por cento neste ano, como previsto antes. Foto de arquivo. 03/04/2012 REUTERS/Ueslei Marcelino

“O crescimento do primeiro trimestre veio aquém do que esperávamos. Continuamos trabalhando com a certeza de que a economia vai crescer, talvez não os 4,5 por cento (projetados antes)”, afirmou ele. “Esse crescimento começa em maio e todas as medidas tomadas vão surtindo efeito.”

Para fazer a economia crescer mais, o governo anunciou na noite desta segunda-feira um pacote de 2,7 bilhões de reais para incentivar o setor automotivo e de bens de capital.

Mantega, qua participa de audiência pública no Congresso Nacional para discutir as novas regras para o rendimento da poupança, disse que, mesmo com as medidas já adotadas pelo governo para estimular a economia brasileira, a inadimplência no país não fugirár do controle.

Ele adiantou que estão sendo analisadas medidas para reestruturar a inadimplência no mercado de crédito, sem dar mais detalhes. Segundo o ministro, os atrasos em pagamentos cresceram de 2011 para 2012, mas que há mecanismos para reduzi-los, como a liberação de mais crédito.

“Temos como reduzir essa inadimplência com nova liberação de crédito, reduzir custo financeiro. Temos mecanismos para reestruturar essa inadimplência. Pensamos em medidas que permitam isso”, afirmou o ministro.

Apesar dos esforços, Mantega reconheceu que é difícil aumentar a competição no setor financeiro brasileiro por ser muito concentrado, mas que os bancos públicos continuarão reduzindo os spreads bancários -diferença entre o custo de captação dos bancos e a taxa efetivamente cobrada ao consumidor final.

Sobre o câmbio, o ministro disse que o governo tem o desafio de manter o câmbio “favorável” porque é importante para a competitvidade do Brasil. “O câmbio já se encontra numa situação mais favorável para a competitividade do Brasil”, acrescentou ele.

Reportagem de Luciana Otoni; Texto de Patrícia Duarte

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