3 de Julho de 2013 / às 15:05 / em 4 anos

Petróleo sobe por queda nos estoques e temores sobre Egito

LONDRES, 3 Jul (Reuters) - O petróleo subiu nesta quarta-feira por conta de uma forte queda nos estoques de petróleo nos EUA, principal consumidor mundial, e agitações políticas no Egito que podem acabar por desestabilizar o Oriente Médio e levar a interrupções no fornecimento.

O petróleo norte-americano subiu para uma máxima de 14 meses, acima de 100 dólares por barril, reduzindo sua diferença com Brent.

A commodity subiu após o Instituto Americano do Petróleo (API, na sigla em inglês) relatar uma diminuição de 9,4 milhões de barris nos estoques norte-americanos e a Administração de Informação de Energia (AIE) divulgar em seu relatório semanal a queda de 10,347 milhões de barris.

A queda foi bem maior do que os 2,3 milhões de barris estimados por analistas.

A commodity negociada nos EUA e na Europa subia pelo terceiro dia consecutivo, apoiada ainda por uma crescente tensão no Oriente Médio. O presidente Egípcio Mohamed Mursi rejeitou um ultimato do Exército para renunciar, e manifestantes na Líbia paralisaram vários campos de petróleo.

Às 11h57 (horário de Brasília), o petróleo norte-americano subia 2,3 por cento, negociado a 101,91 dólares por barril, após atingir 102,18 dólares anteriormente na sessão.

O Brent, por sua vez, avançava 1,7 por cento, a 105,77 dólares por barril.

“O mercado do petróleo está ignorando os preços ligeiramente mais baixos para as ações e o dólar mais forte, uma vez que tem suas próprias questões altistas com que lidar”, disse Tamas Varga, analista de petróleo da corretora PVM Oil Associates.

“Elas incluem a crise no Egito (e as) quedas nos estoques norte-americanos.”

Os investidores vão buscar confirmação do declínio significativo nos estoques de petróleo dos Estados Unidos nesta quarta-feira, quando a Administração de Informação de Energia dos EUA (AIE) divulgará seus dados.

O prêmio do petróleo Brent contra o West Texas Intermediate (WTI) despencou para uma mínima de 3,09 dólares, nível mais fraco desde dezembro de 2010. E o spread pode se estreitar ainda mais por conta de uma queda nos estoques dos EUA.

Projetos visando deslocar o petróleo da rede com excedente de Cushing, Oklahoma, para refinarias na costa do Golfo devem reduzir os custos de transporte e cortar a diferença entre os preços do Brent e do WTI.

Amrita Sen da Energy Aspect prevê que o petróleo nos EUA vai superar o Brent. Caso a previsão se realize, será pela primeira vez em quase três anos.

“Nós esperamos que o WTI supere o Brent no quarto trimestre por conta do início das operações de novos oleodutos como o Keystone XL South... ”, disse Sen, que havia previsto que o spread diminuiria drasticamente no terceiro trimestre.

Reportagem de Peg Mackey

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