11 de Julho de 2013 / às 13:23 / em 4 anos

Varejo tem estabilidade em maio com recuperação em supermercados

Por Camila Moreira

Mulher examina peça de roupa em loja de rua, no Rio de Janeiro. As vendas no varejo brasileiro registraram estabilidade em maio ante abril, num resultado melhor do que o esperado, com recuperação do setor de supermercados, alimentos, bebidas e fumo. 30/11/2012. REUTERS/Sergio Moraes

SÃO PAULO, 11 Jul (Reuters) - As vendas no varejo brasileiro registraram estabilidade em maio ante abril, num resultado melhor do que o esperado, com recuperação do setor de supermercados, alimentos, bebidas e fumo.

De acordo com dados divulgados nesta quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na comparação com maio de 2012 as vendas apresentaram avanço de 4,5 por cento.

Ambos os resultados ficaram acima da expectativa em pesquisa da Reuters, cuja projeção era de queda de 0,3 por cento na variação mensal e de alta de 3,5 por cento na anual.

A estabilidade em maio, porém, representa uma desaceleração das vendas mensais, já que em abril elas cresceram 0,6 por cento, em resultado revisado pelo IBGE nesta quinta-feira após divulgação de avanço de 0,5 por cento.

Segundo o IBGE, as vendas mensais de Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo aumentaram 1,9 por cento em maio, após quedas de 0,3 por cento em abril e de 2,1 por cento em março.

Outras três das dez atividades pesquisadas tiveram variações positivas: combustíveis e lubrificantes (0,6 por cento), móveis e eletrodomésticos (0,4 por cento), veículos e motos, partes e peças (0,4 por cento).

Por outro lado, entre os resultados negativos destacaram-se livros, jornais, revistas e papelaria (-2,2 por cento); tecidos, vestuário e calçados (-2,6 por cento); e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (-2,6 por cento).

Em relação a igual período de 2012, as vendas de Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo tiveram alta de 2,6 por cento em maio, após queda de 5,4 por cento em abril.

Esse grupo exerceu o principal impacto na formação da taxa anual, com 29 por cento.

“A despeito dos aumentos de preços, o aumento do volume de vendas pode ser justificado pela estabilidade do mercado de trabalho, bem como pelos gastos decorrentes da comemoração do Dia das Mães”, disse o IBGE em nota.

No comércio varejista ampliado --que inclui o setor automotivo e material de construção-- as vendas registraram recuo de 0,8 por cento em maio ante abril, segundo o IBGE. Na comparação anual, houve aumento de 4,4 por cento.

O IBGE informou ainda que a receita nominal do varejo subiu 0,7 por cento na base mensal, com crescimento de 13,4 por cento na comparação anual.

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