16 de Setembro de 2013 / às 12:07 / em 4 anos

Engenheiros iniciam operação para erguer Costa Concordia em ilha italiana

Por James Mackenzie

Equipe de resgate em frente ao navio naufragado Costa Concordia após início da operação que irá endireitá-lo e rebocá-lo, no porto da ilha de Giglio, 16 de setembro de 2013. Equipes de engenharia começaram a erguer nesta segunda-feira o navio Costa Concordia, dando início a uma das mais complexas e custosas operações de resgate marítimo em todos os tempos. REUTERS/ Tony Gentile

GIGLIO, Itália, 16 Set (Reuters) - Equipes de engenharia começaram a erguer nesta segunda-feira o navio Costa Concordia, dando início a uma das mais complexas e custosas operações de resgate marítimo em todos os tempos.

O gigantesco casco de 114,5 mil toneladas está deitado de lado há mais de 20 meses, dominando a paisagem do pequeno porto da ilha turística de Giglio, onde o navio naufragou após bater em rochas, em 13 de janeiro de 2012, matando 32 pessoas.

Após um atraso de três horas por causa de uma tempestade durante a madrugada, interrompendo os preparativos finais, os técnicos iniciaram a operação por volta de 9h (horário local). A atividade deve durar o dia todo.

O acidente foi causado por uma coleção de tropeços e erros de avaliação, pelos quais o capitão Francesco Schettino está sendo processado penalmente. Já a operação de resgate tem sido um feito de engenharia cuidadosamente coordenado, com um custo estimado em mais de 600 milhões de euros (795 milhões de dólares) -- valor superior a metade do prejuízo coberto por seguros, que ultrapassou 1,1 bilhão de dólares.

Uma equipe internacional de 500 engenheiros está na ilha desde o ano passado, estabilizando a embarcação e preparando o início da operação que consiste em endireitá-la, para que o navio possa então ser rebocado para um estaleiro onde será desmontado.

Grandes seguradoras do setor marítimo acompanham atentamente a operação de resgate do navio -- que tem o comprimento de três campos de futebol e capacidade para mais de 4.000 passageiros e tripulantes. Eventuais problemas na operação poderão ter um impacto significativo sobre futuras apólices.

Os engenheiros se dizem confiantes no sucesso da operação, embora o processo nunca tenha sido tentado sob condições tão difíceis em um barco desse tamanho.

“Ele está sobre a lateral de uma montanha no leito marinho, equilibrado sobre dois corais, e é um navio realmente grande... Então é algo que nunca foi feito nessa escala”, disse o engenheiro sul-africano Nick Sloane, que participa da tarefa.

O endireitamento do navio deve levar 10 a 12 horas, e a fase mais delicada deveria ser o início, quando polias hidráulicas começariam a erguer milhares de toneladas de metal do leito rochoso.

Onze tanques grandes, cada um do tamanho de um prédio de vários andares, foram soldados à lateral emersa do Concordia para ajudar na sustentação.

Durante a operação, os técnicos também irão procurar os corpos de um tripulante e uma passageira que continuam desaparecidos.

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