8 de Novembro de 2013 / às 15:12 / 4 anos atrás

Mercado de trabalho dos EUA melhora, mesmo com paralisação do governo

Por Lucia Mutikani

Funcionário da construção trabalha em projeto de um edifício residencial em São Francisco, Estados Unidos. A criação de empregos nos Estados Unidos acelerou inesperadamente em outubro apesar da paralisação temporária do governo, sugerindo que o impasse orçamentário teve impacto mais limitado na economia do que se temia inicialmente. 08/03/2013. REUTERS/Robert Galbraith

WASHINGTON, 8 Nov (Reuters) - A criação de empregos nos Estados Unidos acelerou inesperadamente em outubro apesar da paralisação temporária do governo, sugerindo que o impasse orçamentário teve impacto mais limitado na economia do que se temia inicialmente.

Os empregadores abriram 204 mil novas vagas no mês passado, informou o Departamento de Trabalho nesta sexta-feira. Entretanto, a taxa de desemprego subiu para 7,3 por cento, ante a mínima em quase cinco anos em setembro de 7,2 por cento.

O departamento informou que não houve impacto “perceptível” proveniente da paralisação do governo federal por 16 dias, acrescentando que registrou taxa de participação de empregadores na pesquisa acima da média.

“Claramente o que ocorreu foi que as empresas viram a paralisação como um fenômeno temporário e que a economia ainda está crescendo e continuará crescendo no futuro”, disse o economista sênior da Ameriprise Financial Services, Russel Price.

O relatório também mostrou a criação de 60 mil empregos a mais em setembro e em agosto do que divulgado anteriormente, sugerindo que a economia tinha impulso de alta antes da paralisação do mês passado.

Economistas consultados pela Reuters esperavam que fossem abertas 125 mil vagas de emprego em outubro, e que a taxa de desemprego subisse 0,1 ponto percentual, para 7,3 por cento.

O aumento melhor que o esperado nas vagas de emprego podem elevar as expectativas de que o Federal Reserve, banco central dos EUA, irá reduzir seu programa de compra de títulos mais cedo do que economistas estavam esperando.

“Veremos o que acontece por trás das portas no Fed, mas certamente haverá pelo menos alguma reavaliação da possibilidade de redução (do estímulo) em dezembro ou janeiro”, disse o diretor regional de investimento do Wells Fargo Private Bank, Cameron Hinds.

O aumento de vagas de trabalhos melhor que o esperado no mês passado fez o nível de emprego ficar acima da média de 190 mil vagas dos últimos 12 meses. Mas houve algumas notícias ruins, já que mais pessoas deixaram a força de trabalho, pressionando a taxa de participação para 62,8 por cento, menor nível desde março de 1978.

O departamento informou que a queda na taxa de participação não está relacionada à paralisação do governo, pois funcionários públicos em licença permaneceram na força de trabalho.

A pesquisa menor com famílias a partir da qual a taxa de desemprego é derivada mostrou queda de 720 mil vagas. O Departamento de Trabalho informou que a redução foi em parte por causa de funcionários públicos em licença não remunerada durante a paralisação do governo.

Apesar dos dados de empregos terem sido melhores que o esperado, isso não deve mudar as expectativas de crescimento econômico mais lento no quarto trimestre, dado que os gastos do consumidor se enfraqueceram e os estoques empresariais aumentaram no período de julho a setembro.

O setor privado foi responsável por todas as criações de empregos no mês passado, com 8 mil vagas sendo fechadas no setor público.

A indústria de turismo abriu 53 mil empregos, a maior quantidade desde abril, enquanto os serviços de profissionais e empresas criaram 44 mil vagas. Os postos do setor varejista aumentaram em 44,4 mil no mês passado.

Houve criação de 19 mil empregos na indústria, o maior nível desde fevereiro. Também houve abertura de empregos no setor de construção, com 11 mil novas vagas.

A semana de trabalho média ficou estável em 34,4 horas. Os ganhos por hora subiram dois centavos e acumulam aumento de 2,2 por cento nos últimos 12 meses.

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