November 16, 2016 / 7:03 PM / 2 years ago

Ministro de Segurança Institucional alerta para ação de crime organizado nas fronteiras

BRASÍLIA (Reuters) - Os principais grupos de crime organizado do país, o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) têm hoje “franquias” em todos os Estados e agem nas fronteiras para internacionalizar o crime, afirmou nesta quarta-feira o ministro do Gabinete de Segurança Institucional, Sérgio Etchegoyen, na abertura da reunião do Cone Sul sobre segurança nas fronteiras.

O presidente brasileiro Michel Temer participa de cerimônia no Palácio do Planalto, em Brasília 01/06/2016 REUTERS/Ueslei Marcelino

“Os crimes no Brasil se organizam em torno de gangues organizadas em torno de negócios e hoje tem presença nacional. Todos os Estados têm alguma ‘franquia’ do CV ou do PC. Esses grupos atuam nas fronteiras buscando internacionalizar o crime organizado”, afirmou Etchegoyen ao apresentar um diagnóstico inicial sobre os problemas de segurança nas fronteiras brasileiras.

“Os dois polos irradiadores são CV e CPP. O esquema mostra a profundidade de todos esses vínculos e os riscos que trazem a todas as nações presentes”, completou o ministro.

O encontro, chamado por iniciativa brasileira, reúne representantes da Argentina, Bolívia, Chile, Paraguai e Uruguai para tratar das dificuldades de controle de crimes nas fronteiras entre esses países e o Brasil.

O governo brasileiro quer tentar integrar a ação das polícias nas fronteiras do Cone Sul, definindo parâmetros para aumentar o contato entre as agências de segurança, inteligência e as aduanas dos países da região.

Um dos temas que devem ser tratados é a previsão, nos regulamentos do Mercosul, de permissão para que agentes de segurança ultrapassem as fronteiras em perseguições ou investigações onde há certeza de que o criminoso procurado está em outro país sem necessidade de autorizações especiais. Apesar da previsão existir, nunca foi regulamentada.

Durante a abertura do encontro, o presidente Michel Temer assinou um decreto criando o Programa de Proteção Integrada de Fronteiras, um programa que irá substituir o Plano Estratégico de Fronteiras. De acordo com o Palácio do Planalto, o programa irá centrar no combate aos crimes transnacionais -contrabando, tráfico de drogas, armas e pessoas.

De acordo com Temer, o plano estratégico previa “ações episódicas”. “Quando se anunciava que haveria ação nas fronteiras, claro que crime se recolhia. Talvez a solução seja que haja um meio e modos que esses operações sejam permanentes e criminosos saibam que não é uma ação episódica. Temos que lançar todas nossas energias contra os crimes transnacionais”, afirmou.

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