July 4, 2017 / 8:01 PM / in a year

Senado vota pedido de urgência para reforma trabalhista nesta 3ª, diz Jucá

BRASÍLIA (Reuters) - O plenário do Senado votará ainda nesta terça-feira o pedido de regime de urgência para a reforma trabalhista, o que mantém a programação de votação do tema no plenário da Casa para daqui a uma semana, afirmou o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR).

Senador Romero Jucá em conferência com jornalistas 23/05/2016 REUTERS/Adriano Machado

“Nós vamos votar hoje os requerimentos de urgência. Amanhã abre-se o debate. Na quinta-feira, se for necessário, também haverá debate. Terça-feira, dia 11, se inicia com encaminhamento de votos e depois nós votaremos a matéria e os destaques de bancadas se houver. Portanto, a conclusão da votação será dada na terça-feira, o que está bom para o governo”, disse a jornalistas.

A votação da matéria é acompanhada de perto pelo mercado e a votação deverá funcionar como um termômetro sobre a capacidade do presidente Michel Temer avançar com propostas importantes que envia ao Congresso Nacional após a delação de executivos da JBS mergulharem o país em intensa crise política.

Segundo Jucá, as datas acordadas em reunião de líderes contaram com anuência da oposição. “No mérito, cada bloco, cada posição, cada grupo político defenderá suas ideias”, disse.

O senador Lindbergh Farias (PT-RJ) destacou que a oposição irá obstruir os trabalhos na data da votação.

PRECATÓRIOS

Jucá também disse que o Senado deverá votar nesta terça-feira requerimento de urgência para projeto que cancela os precatórios e as requisições de pequeno valor federais depositados há mais de dois anos em banco federal e que não tenham sido sacados pelos beneficiários. A votação da matéria deverá ocorrer na quarta-feira, completou o senador.

A equipe econômica tem interesse direto na proposta, que poderá render aos cofres públicos cerca de 8,6 bilhões de reais neste ano, pelos cálculos do Ministério do Planejamento. Os recursos representariam ajuda de peso no cumprimento da meta de déficit primário de 139 bilhões de reais para o governo central, num momento em que o governo busca receitas extras para assegurar o alvo.

Reportagem de Silvio Cascione

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