December 12, 2017 / 4:07 PM / 4 months ago

Maia espera que Previdência seja votada ainda este ano ou “no máximo” início de 2018

Por Maria Carolina Marcello

Presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, durante reunião em Brasília 17/10/2017 REUTERS/Adriano Machado

BRASÍLIA (Reuters) - O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse esperar que a reforma da Previdência seja votada ainda neste ano ou “no máximo” no início de 2018, e insistiu no discurso também propagado por outros governistas de que a matéria só sairá da pauta após sua votação.

Maia manteve a avaliação de que é “muito difícil” votar a proposta na próxima semana, mas ponderou que ainda há espaço para a conquista de novos votos, seja pela propaganda publicitária do governo, seja pela conversa com cada deputado para sondar o que os impede de votar a favor da reforma.

“Mesmo que a gente não tenha condições de votar nessa semana, é o que estou dizendo para todos os deputados, esse tema só sai da pauta quando ele for votado”, disse Maia a jornalistas, referindo-se à próxima semana.

“Eu espero que seja votado ainda neste ano ou no máximo no início do ano que vem”, acrescentou.

Pelo calendário montado pelo governo, a reforma começa a ser discutida no plenário da Câmara na quinta-feira, quando governistas poderão ter uma amostra de como a base deve se comportar. Segundo Maia, a articulação pela aprovação da proposta deve continuar até a segunda-feira à noite, pouco antes da votação, prevista para a manhã de terça-feira.

Maia deixou clara sua posição de que não colocará a matéria em votação se ela não contar com os votos necessários —como se trata de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), ela exige um quórum especial de aprovação, de ao menos 308 votos dentre os 513 deputados, em dois turnos de votação.

O deputado discorda dos que defendem o “tudo ou nada”, colocar a matéria em votação para que seja disputada no voto, no plenário.

“Como esse tema é um tema que se não for votado agora, não vai sair da pauta, não adianta”, disse. “Uma coisa é ir para o tudo ou nada com 315 (votos), outra coisa é ir para o tudo ou nada com 270”, disse.

“A gente não pode errar. Uma coisa é no limite, com 315 votos —o ideal é 320— outra coisa é com 280... 280 o deputado não vem nem votar”, afirmou.

DEM

Maia disse ainda estar animado com a posição de seu partido, e disse que os números da legenda a favor da reforma são “mehores do que imaginava”.

O presidente da Câmara reconheceu ainda que o fechamento de questão auxilia o deputado a construir seu posicionamento, mas ponderou que esta é uma questão interna da sigla.

O DEM deve se reunir na próxima quinta-feira para definir seu posicionamento sobre a Previdência. Segundo o ministro da Educação, Mendonça Filho, que participou de uma reunião partidária nesta terça-feira, a reforma conta com a adesão de cerca de 90 por cento da bancada.

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