January 5, 2018 / 9:23 PM / 10 months ago

BNDES aguarda decisão sobre possível candidatura de presidente nas eleições deste ano

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O BNDES vive um clima de expectativa sobre uma possível mudança no comando do banco diante da perspectiva do presidente da instituição de fomento, Paulo Rabello de Castro, se lançar candidato à presidência da República neste ano.

Castro se filiou no ano passado ao PSC e já apareceu como principal destaque de programa eleitoral gratuito da legenda comandada pelo pastor Everaldo.

“O partido está fechado com o Paulo Rabello e ele foi chamado para isso, para ser o candidato à presidência”, disse uma fonte próxima ao presidente do BNDES. “O Paulo está se preparando para isso e deve ficar no BNDES até março para se dedicar à campanha”, acrescentou a fonte.

O desejo do presidente do BNDES, segundo fontes próximas a ele, é poder indicar o nome de seu substituto no banco para um “mandato tampão” até o fim do ano. Entre os nomes cotados para a posição estão o do diretor da área financeira, Carlos Thadeu de Freitas; e o diretor da área internacional do BNDES, Ricardo Ramos.

“O Carlos Thadeu é um cara muito alinhado com o Paulo Rabello, um nome de peso e com trânsito em Brasília e com o Temer. Ele já foi diretor do Banco Central, de bancos públicos e esteve na Petrobras”, disse uma segunda fonte.

Freitas se licenciou recentemente do banco, após problemas de saúde, mas já retomou suas atividades na área financeira da instituição. Já Ramos, é funcionário de carreira do BNDES, e chegou a assumir interinamente o comando do BNDES após a polêmica saída da ex-presidente Maria Silvia Bastos Marques no ano passado.

Paulo Rabello de Castro está de férias e deve retomar as suas atividades na presidência do BNDES na segunda quinzena deste mês. Caso leve adiante o projeto da candidatura à presidência, ele terá que se descompatibilizar do cargo até abril desse ano.

Durante o mandato no BNDES, Castro criticou abertamente a gestão da processadora de carne JBS, defendendo a saída da família Batista do comando da companhia. Castro também se mostrou contrário à devolução de 130 bilhões de reais do BNDES para o Tesouro neste ano, cobrada pelo governo para ajudar na situação de desequilíbrio fiscal.

Ao ser questionado pela Reuters, um membro da equipe econômica do governo afirmou que não está prevista nenhuma mudança no comando do BNDES até que o presidente Temer se manifeste a respeito.

Procurado, o BNDES não comentou o assunto.

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