January 8, 2018 / 1:33 PM / 10 months ago

Governo divulga calendário de pagamento do PIS/Pasep e prevê liberação de R$7,8 bi

BRASÍLIA (Reuters) - O governo do presidente Michel Temer divulgou nesta segunda-feira o calendário de pagamento das cotas do PIS/Pasep para pessoas com mais de 60 anos, com início em 24 de janeiro, em mais uma medida para estimular a economia e prevendo a injeção de 7,8 bilhões de reais.

Imagem ilustrativa de moedas de real 15/10/2015 REUTERS/Bruno Domingos

Em nota, o ministério do Planejamento informou que a iniciativa beneficiará 4,5 milhões de cotistas do PIS e do Pasep.

No ano passado, o governo já tinha anunciado medida igual, mas voltada para homens com mais de 65 anos e mulheres com mais de 62 anos, estimando a injeção de 15,9 bilhões de reais na economia.

Em relação a este grupo mais velho, o pagamento das cotas também será retomado a partir desta segunda-feira nas agências da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil, informou o Planejamento.

A nova rodada de saque de cotas do PIS/Pasep foi possibilitada por Medida Provisória editada pelo governo no apagar das luzes de 2017, reduzindo a idade mínima para o saque.

“Essa medida, além de colocar dinheiro no bolso do brasileiro para pagar despesas e deixar suas contas em dia, ajuda a aquecer a economia, ativar o comércio, a indústria e os serviços, gerando mais empregos e melhorando a renda dos trabalhadores”, afirmou o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira.

Poderão sacar recursos os trabalhadores cadastrados no Fundo entre 1971 até 4 de outubro de 1988 e que ainda não retiraram o saldo total de cotas em suas contas individuais.

A medida irá liberar aos trabalhadores recursos a que já tinham direito, mas em condições que serão agora facilitadas, nos moldes do aval dado ao saque de contas inativas do FGTS, que liberou 44 bilhões de reais no ano passado.

ESTÍMULO

O governo lança mão de medidas para estimular a atividade econômica porque conta justamente com essa retomada para conseguir fechar as contas fiscais de 2018.

Em várias oportunidades o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, ressaltou que quando o Produto Interno Bruto (PIB) cresce, a arrecadação reage com um avanço ainda maior.

A força da arrecadação deverá ser crucial neste ano, já que uma série de medidas para levantar recursos extras e economizar despesas foram enviadas ao Congresso Nacional para garantir o Orçamento deste ano, mas ainda não foram analisadas pelos parlamentares, colocando em xeque o cumprimento da meta de déficit primário de 159 bilhões de reais para o governo central (Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência).

Por Marcela Ayres

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