January 15, 2018 / 7:45 PM / in 3 months

Rebaixamento mostra que futuro econômico é incerto, mas não garante voto pela Previdência, diz Marun

BRASÍLIA (Reuters) - O rebaixamento da nota de crédito do Brasil pela agência de risco Standard & Poor’s mostra que o futuro da economia do país ainda é incerto, mas não necessariamente vai mudar a tendência de votos de parlamentares sobre a reforma da Previdência, disse nesta segunda-feira o ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun.

Ministro da Secretaria de Comunicação, Carlos Marun 17/04/2017 REUTERS/Ueslei Marcelino

“Não vejo relação imediata entre rebaixamento e voto. É mais um fator que corrobora o que a gente já vem dizendo e praticamente todos os economistas afirmam, que precisamos reformar a Previdência”, disse a jornalistas, acrescentando acreditar que os parlamentares já estão conscientes dessa necessidade.

Na semana passada, o governo chegou a dizer que o “susto” com o rebaixamento poderia ajudar na votação da reforma, marcada para 19 de fevereiro. Líderes ouvidos pela Reuters disseram que iriam tentar votar rapidamente a proposta na Câmara para tentar evitar novos rebaixamentos, pelas demais agências de risco.

Marun garantiu que o número de parlamentares favoráveis estaria melhorando —na última contagem, informada à Reuters, ele admitia que faltavam 50 votos para a margem de segurança para aprovação— mas não quis dar novos números agora. Uma nova contagem, afirmou, só será feita no final deste mês.

“Eu entendo que os votos estão vindo sim, o que nós não estamos neste momento é contando. Tenho consciência que a situação hoje é bem mais favorável que em dezembro, quando iniciou o recesso”, disse. “Mas eu quero contar isso no final de janeiro. Estamos avaliando, mas não vamos trabalhar revelando os números agora.”

Marun admite que o rebaixamento pelo S&P foi um “revés” que o governo não pode subestimar, apesar do que considera bom momento econômico do país.

“Na verdade não há como se negar que isso vem a corroborar o que o governo vem dizendo há um bom tempo. Sem que venhamos a aprovar uma modernização da nossa Previdência o Brasil tem poucas chances de viver um futuro de prosperidade e quase está condenado a um futuro de incerteza”, afirmou.

Reportagem de Lisandra Paraguassu

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