March 19, 2018 / 9:18 PM / 8 months ago

Colômbia propõe assistência do FMI para refugiados venezuelanos

BUENOS AIRES (Reuters) - A Colômbia propôs nesta segunda-feira que o Fundo Monetário Internacional (FMI) crie um fundo de assistência às centenas de milhares de refugiados venezuelanos, que têm saído de seu país fugindo da crise política e econômica, disseram autoridades durante o encontro do G20.

População local faz fila para comprar itens básicos em supermercado em San Antonio, no Estado de Tachira, na Venezuela 24/08/2015 REUTERS/Carlos Eduardo Ramirez

A proposta foi discutida em uma reunião sobre a crise da Venezuela da qual participaram ministros das finanças das Américas, da União Europeia e Japão, incluindo o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Steven Mnuchin.

“O que houve é um consenso sim que é negativo, extremamente negativa, a situação da Venezuela e que deve se procurar de todas as maneiras possíveis influenciar a solução do problema, a mudança da situação da Venezuela do ponto de vista humanitário principalmente.”, disse o ministro da Fazenda do Brasil, Henrique Meirelles, a jornalistas.

O fundo para refugiados venezuelanos seria decidido na reunião do FMI em abril, disse ele. Seu uso ocorreria apenas fora da Venezuela e não pelo presidente socialista Nicolás Maduro e seu “regime”.

Mais de 500 mil venezuelanos migraram para a Colômbia e 40 mil deixaram seu país para ir ao Brasil quando a crise econômica piorou e a esperança de eleições justas pela oposição foram frustradas.

Havia cerca de 886 mil imigrantes da Venezuela na América do Sul em 2017, contra 89 mil em 2015, segundo disse a Organização Internacional de Migração em fevereiro.

Uma autoridade do ministério de finanças da Colômbia disse em Bogotá que o governo estava preparando um pronunciamento sobre a proposta.

Segundo Meirelles, alguns paises já estão aplicando sanções, como os EUA. E o Brasil está cobrando uma dívida de 1,3 bilhão de dólares da Venezuela em financiamento de comércio exterior.

Outros países, como a Rússia e a China, defendem uma moratória que suspenda os pagamentos da Venezuela.

Além dos Estados Unidos, Colômbia e Brasil, Alemanha, Espanha, Canadá, Paraguai e a anfitriã da reunião a Argentina estiveram na reunião. Rússia e China não participaram.

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