May 3, 2018 / 9:25 PM / 8 months ago

Maia diz que seguirá com candidatura e rejeita ser vice em outra chapa

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse nessa quinta-feira que pretende manter a candidatura à Presidência da República e não cogita ser vice em um outra chapa, apesar do desempenho baixo nas pesquisas de opinião.

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, durante evento de lançamento de sua pré-candidatura em Brasília 08/03/2018 REUTERS/Adriano Machado

Maia afirmou que não aceitaria ser vice em uma chapa de outro presidenciável porque isso não combina com ele.

“Acho que vice é um papel que cabe a um tipo de perfil de político que eu acredito que não seja o meu”, disse Maia a jornalistas, no Rio de Janeiro.

Sobre a escolha do vice de sua chapa presidencial, Maia, disse será definido na convenção do DEM em julho e ainda há tempo, acrescentando que a imprensa “não deve ficar ansiosa”.

As pesquisas de opinião vem mostrando um desempenho ruim de Maia que tem aparecido com cerca de 1 por cento das intenções de voto. Outros candidatos que estiveram no governo até bem pouco tempo, como o ex-ministro Henrique Meirelles, o ex-presidente do BNDES Paulo Rabello de Castro e o próprio presidente Michel Temer não têm se saído melhor.

CRÍTICAS À INTERVENÇÃO NO RIO

Maia, que é do Rio de Janeiro, aproveitou para criticar os resultados da intervenção federal na área de segurança pública do Estado. Segundo ele, a atuação dos militares ainda não trouxe os resultados esperados.

“Minha crítica é que até agora não vi o início do trabalho da forma como todos nós estamos torcendo que aconteça”, afirmou o presidente da Câmara. “Vamos esperar nos próximo meses melhores resultados do que os que apareceram até agora.”

Para Maia, o problema) não é só a falta de recursos. “A intervenção era necessária, mas foi decretada sem muito planejamento.”

Uma pesquisa feita por um centro de estudos ligado a Universidade Cândido Mendes, do Rio de Janeiro, mostrou que nos meses de março e abril, os tiroteios, mortes e chacinas aumentaram no Rio de Janeiro.

Nesta quinta-feira, ao menos seis suspeitos de ligação com o tráfico de drogas morreram e três ficaram feridos em tiroteios com a polícia na favela Cidade de Deus. Um PM do Bope, tropa de elite, também foi baleado.

Os confrontos na comunidade fecharam uma via expressa próxima e motoristas tiveram que se jogar no chão e se esconder atrás de uma mureta divisória para escapar dos tiros.

Reportagem de Rodrigo Viga Gaier

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