May 10, 2018 / 10:32 PM / 6 months ago

Pezão defende que intervenção permaneça no RJ até fim de 1º ano de mandato de sucessor

Governador do Rio de Janeirol, Luiz Fernando Pezão, antes de cerimônia em Brasília 03/04/2018 REUTERS/Ueslei Marcelino

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (MDB), defendeu nesta quinta-feira que os militares mantenham a intervenção federal na área de segurança pública do Estado pelo menos até o fim do primeiro ano de mandato do seu sucessor a ser eleito em outubro deste ano.

O presidente Michel Temer tem dado indicações em algumas conversas com políticos mais próximos e sinalizações em entrevistas de que pode encerrar a intervenção no Rio, caso ela dê resultados até o final do ano, permitindo assim que o Congresso vote uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), como a da reforma da Previdência. A Constituição prevê que seu texto não pode ser alterado na vigência de uma intervenção federal.

“Sempre me coloquei à disposição em ajudar o presidente Temer... se precisarem interromper a intervenção, me comprometi em manter as pessoas que os militares indicarem”, disse Pezão a jornalistas após participar do Fórum Nacional, promovido pelo Instituto de Altos Estados (Inae).

“Mas minha opinião é que a intervenção não vai terminar e vai continuar até pelo meu sucessor. O Rio é uma situação atípica e precisamos de ajuda federal”, disse Pezão.

“Sem contingente forte aqui, é difícil vencer a guerra, e duvido que em 2019 vá se dispensar essa parceira e cooperação”, acrescentou o governador, quando indagado se a intervenção poderia acabar até dezembro.

Segundo Pezão, os militares precisam de mais tempo no Estado para mostrar os resultados esperados na redução da violência e da criminalidade. Estudos mostram que desde o início da intervenção, há quase três meses, os índices subiram.

“Tenho conversado com os generais e eles já esperavam esse recrudescimento do tráfico e das milícias. Os criminosos também testam a força da segurança pública”, disse Pezão.

Somente neste ano quase 50 agentes de segurança já morreram no Estado e há diversos casos de balas perdidas e de confrontos em comunidades. Nos últimos dias, os confrontos se intensificaram na Rocinha, localizada na zona sul, próxima a uma área nobre da cidade.

Reportagem de Rodrigo Viga Gaier

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