November 21, 2019 / 12:07 PM / 18 days ago

Bolsonaro diz que Aliança consegue 500 mil assinaturas em um mês se TSE autorizar via eletrônica

BRASÍLIA (Reuters) - O presidente Jair Bolsonaro afirmou na noite desta quinta-feira que o novo partido criado por ele, a Aliança pelo Brasil, conseguirá colher 500 mil assinaturas em um mês, caso o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) permita que os apoiamentos possam ser atestados de forma eletrônica.

Presidente Jair Bolsonaro no Palácio da Alvorada 19/11/2019 REUTERS/Ueslei Marcelino

“Se for via eletrônica, em um mês vamos colher as 500 mil assinaturas”, disse, em sua live semanal pelo Facebook.

Bolsonaro afirmou que na próxima semana o TSE vai decidir se é possível colher assinaturas via eletrônica ou não. O Ministério Público Eleitoral já deu parecer contra a medida, ao responder a uma consulta feita pelo deputado federal Jerônimo Georgen (PP-RS).

O presidente disse que, se o recolhimento eletrônico de assinaturas não for permitido pela Justiça Eleitoral, esse processo vai demorar até um ano e meio. Ele repetiu o que disse pela manhã de que, caso isso ocorra, a nova legenda não conseguirá disputar as eleições municipais de 2020.

Na manhã desta quinta, Bolsonaro participou da primeira convenção nacional da Aliança, partido que ele busca criar após romper com o PSL, pelo qual se elegeu presidente no ano passado.

Para estar apto a disputar a eleição municipal do ano que vem, o partido precisa formalizar seu registro junto ao TSE até o início de abril. Para isso, são necessárias cerca de 492 mil assinaturas em pelo menos 9 Estados —que precisam ser conferidas pelos Tribunais Regionais Eleitorais de cada Estado.

“Estamos aguardando a decisão do TSE se pode ocorrer a assinatura eletrônica. O voto pode, assinatura não pode? Não sei. De acordo com a decisão, a gente vai saber se forma para março ou para o final do ano que vem”, disse Bolsonaro a jornalistas na saída do Palácio da Alvorada pela manhã.

“Se for possível (assinatura) eletrônica a gente forma o partido para março, se não for possível, eu não vou entrar em disputas municipais no ano que vem, estou fora”, acrescentou.

Atualmente, a possibilidade aventada por Bolsonaro de obter assinaturas digitais para apoio à criação da nova legenda não está prevista em resolução do TSE.

O presidente também acrescentou que o novo partido não contará com nenhum dos atuais ministro do governo. “Não vamos ter a participação do governo na criação do partido... para evitar interpretação equivocada de que estou usando a máquina pública para formar um partido, zero”, afirmou.

Por Ricardo Brito, em Brasília, e Pedro Fonseca, no Rio de Janeiro

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