for-phone-onlyfor-tablet-portrait-upfor-tablet-landscape-upfor-desktop-upfor-wide-desktop-up
Nacional

Policiais do Ceará encerram paralisação após quase duas semanas

Carros da PM do Ceará estacionados em frente a batalhão em Fortaleza 21/02/2020 REUTERS/Lucas Moura

(Reuters) - Policiais militares do Ceará decidiram na noite de domingo encerrar um motim em busca de aumentos salariais que durava quase duas semanas e provocou uma forte alta nos índices de violência no Estado.

“Recebo com satisfação a notícia sobre o fim da greve dos policiais no Ceará. O Governo Federal esteve presente, desde o início, e fez tudo o que era possível dentro dos limites legais e do respeito à autonomia do Estado. Prevaleceu o bom senso, sem radicalismos. Parabéns a todos”, disse o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, em publicação no Twitter.

De acordo com o portal de notícias G1, os policiais que ainda estavam amotinados no 18º Batalhão da PM, em Fortaleza, votaram a favor do fim do movimento após proposta apresentada por uma comissão de negociação formada por membros dos três Poderes.

O governo do Ceará não atendeu à principal reivindicação dos policiais para encerrar o motim, que era a anistia aos militares envolvidos no movimento, mas ainda assim a maioria dos PMs que votou decidiu pela volta ao trabalho, de acordo com o G1.

O motim levou o governo federal a decretar uma operação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) no Ceará no dia 20 de fevereiro, a pedido do governo do Estado, que fora revogada na sexta-feira.

De acordo com dados da Secretaria de Segurança do Estado, entre os dias 19 e 25 deste mês, com o motim dos PMs no Ceará, 195 pessoas foram assassinadas no Estado. Antes do movimento, a média era de 8 mortes por dia.

Por Pedro Fonseca, no Rio de Janeiro

for-phone-onlyfor-tablet-portrait-upfor-tablet-landscape-upfor-desktop-upfor-wide-desktop-up