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Nacional

Saúde fica sem estoque de material de proteção e deve mandar aviões da FAB à China

BRASÍLIA (Reuters) - O estoque do Ministério da Saúde de materiais de proteção individual para profissionais de saúde, como máscaras e luvas, acabou, apesar do país estar ainda longe de atingir o pico da epidemia de coronavírus, e o governo federal tenta confirmar aquisição na China para recompô-los.

Voluntário entrega doação na Vila Kennedy, Rio de Janeiro, 2/4/2020 REUTERS/Ricardo Moraes

Assim que a compra for confirmada, o governo brasileiro deve enviar aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) ao país asiático para trazer os equipamentos.

A informação foi confirmada à Reuters pelo Ministério da Saúde.

O estoque federal, de 40 milhões de itens, já foi todo repassado aos Estados e municípios. Segundo o ministério, o volume é suficiente para manter os estoques locais por cerca de 20 dias, somados ao que os governos locais já possuíam.

“A pasta mantém esforço constante na aquisição de mais equipamentos e insumos, buscando fornecedores nacionais e internacionais. Nesta semana, fechou uma compra de 200 milhões de itens, o que deve sustentar o sistema por cerca de 60 dias”, informou o ministério em nota.

As negociações são maiores do que o confirmado até agora. O governo brasileiro tenta adquirir um total de 720 milhões de equipamentos de proteção individual, mas o ministro da Saúde, Henrique Mandetta, admitiu na quarta-feira que parte das compras feitas pelo Brasil foi derrubada pela China quando o governo dos Estados Unidos enviou mais de 20 aviões cargueiros ao país para comprar os mesmos produtos.

“As nossas compras, que tínhamos expectativa de concretizar para poder abastecer, muitas caíram”, disse o ministro em entrevista na quarta-feira.

A expectativa agora, explicou, é que o países com mais poder de compra “já tenham se saciado”, e a China consiga reorganizar sua produção.

Em nota, o ministério esclareceu ainda que “há uma demanda mundial por conta da pandemia, o que tem trazido escassez e dificuldades na produção e entrega desses insumos no cenário internacional, mesmo após a celebração de contratos”.

O governo brasileiro considerava usar rotas regulares de aviação, a contratação de aviões cargueiros ou o envio de aviões da FAB para garantir a busca de equipamentos comprados.

De acordo com uma fonte, a decisão deve ser pelo uso da FAB. Isso porque as rotas comerciais estão bastante diminuídas pela pandemia e a disponibilidade de cargueiros no mercado internacional também se mostra mais difícil.

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