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Nacional

Bolsonaro desiste de nomear Ramagem para PF e delegado retorna para Abin

BRASÍLIA (Reuters) - Depois de liminar do Supremo Tribunal Federal impedindo a posse de Alexandre Ramagem para a diretoria-geral da Polícia Federal, o presidente Jair Bolsonaro desistiu da nomeação e a tornou sem efeito, retornando o delegado para a diretoria da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), que comandava até agora.

Presidente Jair Bolsonaro em Brasília 20/04/2020 REUTERS/Ueslei Marcelino

O Palácio do Planalto publicou no início da tarde desta quarta-feira uma edição extra do Diário Oficial da União tornando sem efeito a nomeação de Ramagem para a PF e sua exoneração da Abin.

Em nota, a Advocacia Geral da União informou que não apresentará recurso contra de decisão de Alexandre de Moraes.

Não há ainda um novo nome para comandar a PF.

Ramagem tomaria posse na tarde desta quarta, ao mesmo tempo em que o novo Ministro da Justiça, André Mendonça, e o novo advogado-geral da União, José Levi. A posse dos ministros foi confirmada, mas sem o delegado, depois da liminar de Alexandre de Moraes.

O ministro do STF acatou um pedindo feito pelo PDT para impedir a posse do delegado alegando as relações próximas entre ele e a família do presidente e o risco de Bolsonaro interferir politicamente na PF.

Segundo Moraes, a liminar se justificava pelo prejuízo que poderia ser causado pela demora em uma decisão, já que a posse estava marcada para a tarde desta quarta-feira, e pelos sinais relevantes de um possível comprometimento de Ramagem.

Ramagem assumiu a segurança de Jair Bolsonaro durante a campanha eleitoral de 2018, depois que o então candidato levou uma facada, em Juiz de Fora (MG). Durante a campanha, se tornou próximo da família de Bolsonaro, especialmente de um dos filhos, o vereador Carlos Bolsonaro.

No início de 2019 foi nomeado para o cargo de assessor especial da Secretaria de Governo da Presidência e, em junho do mesmo ano, foi indicado para dirigir a Abin.

Sua nomeação para a Polícia Federal veio depois da decisão de Bolsonaro de demitir Maurício Valeixo, o ex-diretor-geral, e que levou à saída do ex-ministro da Justiça, Sergio Moro. Ao deixar o governo, Moro acusou Bolsonaro de querer a saída de Valeixo para ter meios de interferir politicamente na PF.

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