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Nacional

Um dia antes de operação contra Witzel, deputada bolsonarista antecipou que governadores eram investigados

Viatura da Polícia Federal em frente ao Palácio Laranjeiras, no Rio de Janeiro 26/05/2020 REUTERS/Pilar Olivares

BRASÍLIA (Reuters) - Um dia antes da operação da Polícia Federal nesta terça-feira que atingiu o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), a deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP), uma das parlamentares hoje mais próximas do presidente Jair Bolsonaro, disse em entrevista à Rádio Gaúcha que governadores seriam alvo de investigações da PF.

Na entrevista, na segunda-feira, Zambelli afirmou que desde a saída de Sergio Moro do Ministério da Justiça já aconteceram algumas operações da PF que estariam na “agulha para sair, mas não saíam”.

“A gente deve ter nos próximos meses o que a gente vai chamar, talvez, de ‘Covidão’ ou de..., não sei qual vai ser o nome que eles vão dar, mas já tem alguns governadores sendo investigados pela Polícia Federal”, disse Zambelli.

Nesta terça, a PF deflagrou a operação Placebo, que investiga superfaturamento na compra de respiradores no Rio de Janeiro, e fez buscas nos Palácio das Laranjeiras, residência oficial do governador Wilson Witzel, no Palácio da Guanabara, sede do governo estadual, e na residência pessoal de Witzel.

Em entrevista à CNN Brasil, Zambelli afirmou que não estava antecipando uma operação mas que há informações de superfaturamento em vários Estados e que isso obviamente seria levado à Polícia Federal.

“Não preciso de nenhuma informação privilegiada para saber disso. Tem informações públicas sobre a compra desses equipamentos”, disse, sem responder sobre o porquê de dizer que governadores já estariam sendo investigados.

“Eu não sabia, eu falei como cidadã”, completou.

Há duas semanas, ao comentar as acusações de Moro de que queria interferir na PF, Bolsonaro afirmou que o Rio de Janeiro era um “terreno fértil” para a polícia trabalhar e que era um dos Estados “mais complicados” do país.

Zambelli é hoje uma das parlamentares mais próximas do presidente e é vista com frequência no Planalto e no Alvorada. Nesta manhã, ao ser perguntado se Zambelli sabia das investigações com antecedência, Bolsonaro respondeu: “Pergunta para ela”.

Reportagem de Lisandra Paraguassu

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