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Nacional

Coordenador da Greenfield critica falta de apoio da PGR e deixa operação

BRASÍLIA (Reuters) - Coordenador no Ministério Público Federal na operação Greenfield, o procurador da República Anselmo Lopes criticou em carta a falta de apoio da Procuradoria-Geral da República para conduzir investigações contra bancos, fundos de pensão e instituições financeiras e anunciou que deixará a equipe, comunicou ele em carta divulgada nesta sexta-feira.

A decisão de Lopes ocorre na esteira de reveses que envolvem outras grandes apurações conduzidas pelo MPF nos últimos dias. Primeiro, o procurador Deltan Dallagnol deixou o comando da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba alegando razões pessoais. Depois, houve uma renúncia coletiva da força-tarefa da Lava Jato em São Paulo após desentendimentos com a procuradora responsável pelo caso.

Na carta, Lopes relatou que o grupo da Greenfield --que tinha sido constituído em 2016-- foi desidratado por não ter contado com uma estrutura suficiente para tocar suas apurações. Chegou a ter cinco procuradores em dedicação exclusiva.

“De fato, a atuação da força-tarefa Greenfield restou bastante prejudicada pela recente decisão da Procuradoria-Geral da República de não mais prorrogar a desoneração dos colegas Sara Moreira e Leandro Musa, deixando-me como único membro exclusivo da FT Greenfield”, disse.

O procurador afirmou que a Greenfield é um “universo imenso” de casos e investigações com cifras bilionárias e afirmou ser impossível que um só membro do MPF consiga se dedicar a essa apuração. “Por maior que seja o espírito público e a vontade de lutar pela Justiça, permanecer como único membro de dedicação exclusiva à força-tarefa pareceu-me inaceitável”, reforçou.

Procurada por meio da assessoria de imprensa, a PGR não respondeu de imediato pedido de comentário.

Em relatório de atividades, a força-tarefa informou que, além de apurar crimes financeiros relacionados a fraudes nos maiores fundos de pensão do país, abriu uma série de outras frentes de apuração. Apresentou 48 ações penais e 27 de improbidade, além de ter firmado acordos de leniência, de colaboração e de reparação envolvendo o pagamento de mais de 11,8 bilhões de reais.

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