October 23, 2014 / 8:24 PM / 4 years ago

Dilma diz após pesquisas que vê "virada" nas ruas

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A presidente Dilma Rousseff, que tenta a reeleição pelo PT, disse nesta quinta-feira, pouco depois de pesquisas a mostrarem liderando a corrida presidencial, que vem observando um movimento de “virada” nas ruas do Brasil.

Presidente Dilma Rousseff em Duque de Caxias, Rio de Janeiro. 22/10/2014 REUTERS/Ricardo Moraes

“Eu acredito que está havendo uma espécie de virada, acho que há uma virada visível mas ruas”, disse Dilma a jornalistas no Rio de Janeiro ao ser perguntada sobre as pesquisas Ibope e Datafolha que, pela primeira vez desde o início do segundo turno, a colocam à frente do candidato do PSDB, Aécio Neves, fora da margem de erro.

A presidente citou eventos de campanha em Recife e em Duque de Caxias (RJ) nesta semana como exemplo dessa “virada” que tem detectado nas ruas do país.

A três dias do segundo turno da eleição presidencial, Dilma abriu vantagem sobre Aécio e saiu do empate técnico com o tucano, beneficiada por uma melhora na avaliação de seu governo e por um aumento na rejeição ao senador mineiro, mostraram novas pesquisas Datafolha e Ibope.

Dilma comemorou ainda os dados sobre o mercado de trabalho divulgados nesta manhã pelo IBGE, afirmando que o Brasil vai na contra mão do mundo.

“Essa é a menor taxa de desemprego de setembro, o que então mostra uma consistente queda do desemprego”, disse Dilma. “Não é isso que ocorre no resto do mundo. Eu acredito que o Brasil seja um dos países que tenha a menor taxa de desemprego entra as economias do G20 e as demais também.”

A presidente citou também o aumento da renda média registrado pela PME, alegando que as maiores conquistas de seu governo foram a criação de empregos, o aumento de salários e a ampliação de direitos trabalhistas para classes antes desprotegidas, citando como exemplo legislações que favorecem as empregadas domésticas e os taxistas.

“O mundo também, neste mesmo período, reduziu e cortou direitos trabalhistas, moderadamente. O Brasil, ao contrário, ele ampliou direitos nesse período”, afirmou.

SEM CRIAR FANTASMAS

Ao ser questionada sobre o acirramento dos ânimos na reta final da corrida presidencial, inclusive com episódios de confrontos físicos entre eleitores petistas e tucanos, Dilma respondeu não crer que esse tipo de problema ocorra no Brasil.

Para ela, é normal um clima mais quente na reta final das eleições, desde que a rivalidade se mantenha no campo das ideias. Ela fez um apelo para que eventuais atos violentos não recebessem a importância maior do que realmente representam e pediu calma aos eleitores.

“Em todas as eleições você tem um clima que fica mais quente. Acho que a gente não pode chegar agora e tentar criar também, porque isso faz parte do acirramento dos ânimos, tentar criar um fantasma disso tudo. Eu acho que não tem esse clima no Brasil”, disse a presidente.

Reportagem de Felipe Pontes

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