November 13, 2014 / 7:43 PM / 4 years ago

PT adia anúncio de candidatura à presidência da Câmara

BRASÍLIA (Reuters) - O PT adiou nesta quinta-feira a definição de uma candidatura à presidência da Câmara e criou uma comissão de deputados que iniciará as negociações com os demais partidos aliados para encontrar um nome de consenso para enfrentar o candidato do PMDB, Eduardo Cunha (RJ), na eleição em fevereiro de 2015.

Militante do PT empunha bandeira do partido no Rio de Janeiro antes de divulgação do resultado da eleição presidencial. 26/10/2014 REUTERS/Pilar Olivares

Havia uma previsão de que a bancada poderia definir já nesta quinta um candidato do PT, mas os petistas avaliaram que nesse momento o lançamento de um nome não seria a estratégia correta e poderia inclusive favorecer Cunha.

A comissão formada pelos deputados Arlindo Chinaglia (SP), José Guimarães (CE), Vicentinho (SP), Marco Maia (RS) e Geraldo Magela (DF) vai se reunir na próxima terça-feira para definir um calendário de negociações e quando o partido anunciará uma candidatura.

Não está descartado, entretanto, o apoio do PT a um candidato de um partido aliado. Certo mesmo é que os petistas não pretendem apoiar Cunha, que é considerado um desafeto político do governo. A candidatura do peemedebista é vista como de oposição pelo Executivo.

“A iniciativa do líder Eduardo Cunha, que nós respeitamos, foi no sentido de isolar o PT e, portanto, essa responsabilidade cabe exclusivamente a ele”, disse Chinaglia a jornalistas.

Vicentinho disse que “a bancada está cada vez mais convencida que nós devemos ter um candidato nosso”. “Não para impor, mas para dialogar com as outras bancadas”, acrescentou o líder da bancada petista.

Ele admitiu que durante a reunião foram citados como possíveis candidatos Chinaglia, Marco Maia, José Guimarães e Patrus Ananias (MG).

Questionado sobre apoio de uma candidatura que não seja do PT, o líder disse que isso “não está fora de cogitação”, mas seria uma segunda fase de negociações.

Na bancada, porém, petistas experientes têm dito que o partido não tem como vencer Cunha com uma candidatura própria, porque há muita resistência dos demais aliados à legenda e a um comando umbilicalmente ligado ao Executivo.

Um petista experiente disse à Reuters, sob condição de anonimato, que é possível até mesmo o PT apoiar, dependendo do acordo que for construído, a candidatura do deputado Júlio Delgado (PSB-MG), mesmo que o PSB tenha anunciado que fará oposição ao governo. Essa hipótese, porém, é ainda muito remota.

Reportagem de Jeferson Ribeiro

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