September 2, 2015 / 11:21 PM / 3 years ago

Planalto não espera grandes protestos contra Dilma em desfile de 7 de Setembro

BRASÍLIA (Reuters) - O Palácio do Planalto não espera grandes manifestações contrárias ao governo durante o desfile de 7 de Setembro, em Brasília, apesar de admitir que a presidente Dilma Rousseff pode ouvir vaias, já que estará exposta no palanque de autoridades.

Presidente Dilma Rousseff durante entrevista coletiva no Palácio do Planalto, em Brasília. 02/09/2015 REUTERS/Ueslei Marcelino

O governo tomou medidas para evitar que manifestações mais agressivas sejam feitas durante o desfile de 7 de Setembro. A Esplanada dos Ministérios será fechada na altura da Catedral de Brasília e, a partir dali, os espectadores serão revistados para que não entrem com bandeiras, faixas ou bonecos.

A maior expectativa, no entanto, é que o público seja formado majoritariamente por famílias que assistem tradicionalmente ao desfile, e não por grupos interessados em manifestações —o que não evitaria vaias, mas não se espera algo além disso.

Durante a comemoração, Dilma fará uma revista às tropas, de carro —possivelmente aberto— e depois irá para o palanque, junto com os ministros, assistir aos desfiles civil e militar.

As arquibancadas em frente são reservadas normalmente a convidados do governo o que também dificulta manifestações mais agressivas.

A Esplanada será aberta depois do encerramento do desfile, que deverá durar cerca de duas horas. O governo vem monitorando as redes sociais e tem indícios de que grupos preparam manifestações, mas elas só devem acontecer depois que Dilma deixar o local.

Não há ainda previsão da presidente fazer pronunciamento em cadeia nacional de rádio e televisão para marcar a data. Depois de panelaços em várias cidades do país durante seus pronunciamentos, Dilma já havia decidido não falar em cadeia nacional em 1º de Maio, preferindo priorizar as redes sociais.

O ministro Miguel Rossetto, da Secretaria-Geral da Presidência, nega que o governo tenha preocupações com manifestações mais agressivas durante ou depois do desfile.

“O 7 de Setembro é um dia tradicional de manifestações. Tem sempre o grito dos excluídos, poderá ter a favor ou contra o governo. É o dia da independência”, afirmou.

Ainda assim, em meio à contenção de despesas, o governo economizou na divulgação do desfile. Não foram feitas campanhas de mídia, cartazes ou folhetos, como em anos anteriores, e todo o evento custará cerca de 900 mil reais, 600 mil a menos que em 2014.

Reportagem de Lisandra Paraguassu

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