September 24, 2015 / 11:44 PM / 3 years ago

PMDB pede na TV fim de "estrelismo", cobra direção para país e diz que povo não pode pagar conta

SÃO PAULO (Reuters) - O PMDB defendeu em seu programa de TV veiculado em rede nacional nesta quinta-feira o fim de “estrelismos” para acabar com a atual crise política e econômica, cobrou uma direção para o país e afirmou que a população não pode pagar a conta da crise.

O partido, o maior da base aliada da presidente Dilma Rousseff, pediu ainda união para o país retomar o crescimento econômico e, sem entrar em detalhes, afirmou que assumir e corrigir erros é o caminho para superar as dificuldades.

“O Brasil enfrenta uma crise econômica que já resulta em recessão e desemprego e uma crise política que retarda a mudança desse cenário. Os efeitos dessa combinação? Uma sociedade angustiada e à espera de soluções, cansada de sempre pagar a conta, pessimista diante do nó que não se desfaz”, afirma logo no início do programa de 10 minutos a apresentadora do programa.

“É hora de deixar estrelismos de lado, é hora de virar esse jogo, é hora de reunificar os sonhos”, acrescenta.

O programa do PMDB conta com a participação de várias lideranças do partido, como o vice-presidente Michel Temer; os presidentes da Câmara, Eduardo Cunha (RJ); do Senado, Renan Calheiros (AL); os líderes no Senado, Eunício Oliveira (CE); e na Câmara, Leonardo Picciani; além de ministros, governadores e parlamentares peemedebistas.

Em dado momento do programa, o deputado federal Walter Alves (RN) faz uma aparente referência à situação fiscal e diz que “o país não pode ficar no vermelho”. O símbolo do PT, partido de Dilma, é uma estrela vermelha.

Em uma das intervenções do programa, por exemplo, o senador Eunício Oliveira cobra, sem mencionar diretamente o governo, uma direção para o país. “Sem uma definição, sem apontar um rumo, o país fica à deriva”, afirma o líder.

Em outra, o senador Waldemir Moka (MS) faz uma crítica velada às medidas de ajuste fiscal anunciadas recentemente pelo governo. “Não podemos permitir que o brasileiro pague mais do que já está pagando por falta de propostas claras”, defende.

Entre as propostas de reequilíbrio das contas anunciadas pelo Planalto está a recriação da CPMF.

“O Brasil que se dizia tão gentil com seus filhos, de repente resolveu cobrar a conta. Isso dói!”, reforça a apresentadora.

Temer, por sua vez, encerra a inserção peemedebista pedindo que se assumam erros e buscando deixar uma mensagem de otimismo.

“Assumindo e, acima de tudo, corrigindo erros, mostraremos a todos que somos um país confiável. Na minha trajetória, como cidadão e homem público, já vi e convivi com situações bem mais difíceis do que a que enfrentamos agora. Não tenho dúvida de que seremos capazes de superar esses momentos”, afirma.

Reportagem de Eduardo Simões; Edição de Maria Pia Palermo

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