November 4, 2015 / 2:46 PM / in 2 years

Greve da Petrobras avança para 47 unidades marítimas em Campos, diz sindicato

Por Marta Nogueira

Faixa de greve na Refinaria Duque de Caxias, da Petrobras, no Rio de Janeiro. 03/11/2015 REUTERS/Ricardo Moraes

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A greve dos funcionários da Petrobras continua crescente e atinge nesta quarta-feira 47 unidades marítimas da Bacia de Campos, contra 45 na terça-feira, segundo o último levantamento do Sindipetro Norte Fluminense (Sindipetro-NF).

O movimento teve a adesão da sonda P-16 e da plataforma PCP-2, além do Terminal de Cabiúnas, em Macaé.

Das 47 unidades, 31 estão com as atividades completamente paralisadas (28 plataformas e três Unidades de Manutenção e Serviço), outras sete estão com produção restrita e nove tiveram a operação assumida por equipes de contingência da Petrobras.

Campos é atualmente responsável por 64 por cento da produção brasileira de petróleo, segundo dados publicados na terça-feira pela agência reguladora do setor de petróleo no Brasil (ANP).

O sindicato não informou qual o impacto da paralisação na produção da petrobras nesta quarta-feira.

Procurada, a Petrobras ainda não apresentou informações atualizadas sobre a greve e os seus impactos nesta quarta-feira.

Na terça-feira, a Petrobras admitiu em um comunicado uma redução de 8,5 por cento na produção diária de petróleo em relação aos níveis anteriores à greve.

Na segunda-feira, houve queda de produção de 273 mil barris de petróleo, o que corresponde a 13 por cento da produção diária no país, disse a estatal.

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) também afirmou na noite de terça que a produção estava interrompida em 13 plataformas marítimas no Rio Grande do Norte e poços terrestres estavam sendo fechados no Estado.

Os 12 sindicatos de petroleiros filiados à FUP, incluindo o Sindipetro-NF, responsável pelos trabalhadores de Campos, iniciaram a greve no domingo. Já a Federação Nacional dos Petroleiros (FNP), que reúne outros cinco sindicatos, iniciou a greve na quinta-feira.

A mobilização busca principalmente interromper o bilionário plano de venda de ativos da companhia, além da manutenção de direitos dos trabalhadores, em um momento em que a empresa passa por dificuldades financeiras e realiza uma reestruturação.

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