July 14, 2016 / 1:32 AM / 2 years ago

Maia e Rosso farão 2º turno desejado por Planalto na eleição para presidente da Câmara

Por Maria Carolina Marcello

Plenário da Câmara dos Deputados durante sessão para eleger novo presidente da Casa 13/07/2016 REUTERS/Ueslei Marcelino

BRASÍLIA (Reuters) - Os deputados Rogério Rosso (PSD-DF) e Rodrigo Maia (DEM-RJ) disputarão o segundo turno da eleição para presidente da Câmara dos Deputados, num resultado em linha com o que desejava o governo do presidente interino Michel Temer.

A segunda rodada de votação colocará frente a frente Rosso, um nome ligado ao chamado centrão e tido como próximo ao ex-presidente da Casa Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e Maia, parlamentar da antiga oposição à presidente afastada Dilma Rousseff, que manteve conversas inclusive com o PT para construir sua candidatura.

Maia recebeu 120 votos, enquanto Rosso ficou com 106. O outro candidato apontado como um dos favoritos, Marcelo Castro (PMDB-PI), que não contava com a simpatia do Palácio do Planalto, ficou com 70 votos, em terceiro lugar.

A disputa pela presidência da Câmara teve início nesta quarta-feira com 13 candidatos ao posto, mas como nenhum deles obteve a maioria absoluta dos votos dos presentes no primeiro turno, é necessária uma segunda rodada de votação entre os dois mais votados.

Ainda antes da primeira fase da disputa, ao perceber o crescimento da candidatura de Castro —que até a véspera sustentava apenas uma candidatura avulsa, mas viu suas chances crescerem com o apoio formal da bancada do PMDB—, o Planalto mobilizou-se para desidratar o peemedebista.

O segundo turno de votações deve ser iniciado ainda nesta quarta, após um intervalo para articulações. Enquanto Rosso foi o primeiro candidato a cair nas graças do governo, Maia pode angariar votos daqueles que se sentem desconfortáveis em apoiar um candidato tido como próximo de Cunha.

O Planalto, que oficialmente tem dito que não interfere nas questões do Legislativo, não encara como derrota a possível eleição de Maia, integrante de sua base de sustentação e parlamentar com bom trânsito junto a Temer mesmo quando ambos atuavam em campos políticos opostos.

O vencedor comandará a Câmara até fevereiro do ano que vem e tocará uma pauta repleta de prioridades para o governo, como a proposta de emenda à Constituição (PEC) que limita o crescimento dos gastos públicos e a proposta que trata da renegociação da dívida dos Estados com a União.

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