February 19, 2018 / 3:45 PM / 2 months ago

Outras áreas perderão orçamento se houver necessidade de mais recursos para intervenção no Rio, diz Meirelles

Por Marcela Ayres

Ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, durante evento da Caixa Econômica Federal em Brasília 01/02/2018 REUTERS/Ueslei Marcelino

BRASÍLIA (Reuters) - O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou nesta segunda-feira que se houver necessidade de mais recursos financeiros federais para garantir a intervenção na segurança pública do Rio de Janeiro, eles serão necessariamente retirados de outras áreas para a União seguir cumprindo a regra do teto de gastos.

“O teto é uma limitação constitucional que será obedecida e as despesas de 2018 já estão no teto”, disse o ministro a jornalistas, após reunião no Palácio do Alvorada sobre a intervenção no governo fluminense.

“Por isso temos que olhar com muito rigor o que já estava previsto no Orçamento para as Forças Armadas visando ver até que ponto isso é suficiente”, completou.

Além da Fazenda, o ministério do Planejamento e da Defesa estão em discussões para avaliar essa necessidade, disse Meirelles. “Não definimos ainda se será necessário. Estamos avaliando com calma”, destacou.

O ministro disse que a questão fiscal no Rio de Janeiro já vem sendo endereçada há tempos por meio de plano de recuperação, pelo qual o Estado recebeu recentemente empréstimo bancário de 2,9 bilhões de reais, garantido por ações da Companhia de Água e Esgoto do Estado (Cedae).

Segundo Meirelles, novo empréstimo bancário para o Rio será discutido nesta semana, também dentro do plano de recuperação fiscal, mas tendo como garantia a cessão dos royalties de petróleo. Questionado sobre o valor em questão, o ministro afirmou que isso ainda está sendo avaliado.

PREVIDÊNCIA

Sobre a viabilidade da reforma da Previdência neste cenário de intervenção no Rio, Meirelles voltou a dizer que o governo não trabalha com “plano B” no momento. Na prática, a intervenção impede a aprovação do texto, já que a Constituição proíbe a votação de emendas constitucionais em períodos de intervenção.

O governo planejava votar a proposta na Câmara dos Deputados até 28 de fevereiro. No entanto, o próprio presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), tem dito que a intervenção dificultou a missão de agregar a base e conseguir votos para votar as mudanças previdenciárias.

Apesar de dizer que não existe outro plano, nos bastidores o governo já tem um agenda alternativa pela qual concentra esforços em tirar do papel a privatização da Eletrobras, além de outras pautas econômicas, já antevendo provável fracasso na aprovação da reforma da Previdência.

Edição de Patrícia Duarte

0 : 0
  • narrow-browser-and-phone
  • medium-browser-and-portrait-tablet
  • landscape-tablet
  • medium-wide-browser
  • wide-browser-and-larger
  • medium-browser-and-landscape-tablet
  • medium-wide-browser-and-larger
  • above-phone
  • portrait-tablet-and-above
  • above-portrait-tablet
  • landscape-tablet-and-above
  • landscape-tablet-and-medium-wide-browser
  • portrait-tablet-and-below
  • landscape-tablet-and-below