February 28, 2018 / 10:40 PM / 7 months ago

Temer diz que demissão de Segovia foi um ajuste e deu autonomia a Jungmann para decidir a equipe

BRASÍLIA (Reuters) - O presidente Michel Temer justificou a demissão do ex-diretor-geral da Polícia Federal Fernando Segovia como um ajuste a ser feito por Raul Jungmann, que assumiu o novo Ministério da Segurança Pública, e revelou que o ex-diretor passará a ocupar o cargo de adido da PF em Roma a partir do meio do ano.

Temer durante cerimônia em Brasília 5/2/2018 REUTERS/Ueslei Marcelino

“Ele (Segovia) fez um trabalho muito correto, muito adequado ao longo desses três meses, mas o que eu quis evidenciar é que o ministro da Segurança montaria a sua equipe, e eu dei autonomia para o Jungmann para que isso fosse feito”, afirmou Temer em entrevista à rádio Jovem Pan nesta quarta-feira.

“Não houve exatamente uma dispensa, houve um ajustamento. Ele terminará indo para uma adidância em Roma a partir de julho ou agosto. Foi uma coisa ajustada pelo ministro, ele precisa ter sua equipe.”

Perguntado sobre as declarações de Segovia em entrevista à Reuters —em que o então diretor-geral indicou tendência de arquivamento do inquérito dos Portos, em que Temer é investigado— o presidente não respondeu. Mas negou que tenha havido conotação política na nomeação de Segovia.

“Zero de conotação política. Não houve influência nenhuma como não houve agora no delegado Galloro”, disse Temer, referindo-se ao substituto de Segovia, Rogério Galloro.

A decisão de demitir Segovia do cargo foi tomada na noite de segunda-feira em reunião entre Jungmann e Temer no Palácio do Jaburu. A avaliação feita pelo governo era que o então diretor-geral havia perdido a capacidade de interlocução com o Judiciário e o Ministério Público e ainda fomentara uma crise interna na PF.

O governo buscava uma maneira de afastar o ex-diretor desde a entrevista à Reuters, mas Temer não queria “constranger” o delegado, que chegou ao cargo com indicações políticas de peso como do ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, e do ex-presidente José Sarney. A mudança no ministério criou o clima propício para a substituição.

Segovia foi informado apenas na noite de terça-feira que não seria mantido no cargo, depois da notícia já ter sido confirmada durante a tarde pela assessoria do Ministério da Segurança Pública a vários veículos de comunicação.

No final da tarde, a mesma assessoria distribuiu uma nota informando o convite a Rogério Galloro para assumir o cargo e o currículo do delegado, que ocupava a Secretaria Nacional de Justiça do Ministério da Justiça.

Na tarde dessa quarta-feira, Jungmann levou Galloro ao Palácio do Planalto para ser apresentado oficialmente a Temer.

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