March 16, 2018 / 5:14 PM / 6 months ago

PF abre inquérito para investigar origem de munição usada em assassinato de Marielle

(Reuters) - A Polícia Federal informou nesta sexta-feira que abriu inquérito para apurar a origem da munição usada no assassinato da vereadora do Rio de Janeiro Marielle Franco (PSOL) e de seu motorista, assim como as circunstâncias envolvendo as cápsulas encontradas no local do crime.

Desenho da vereadora Marielle Franco pendurado no prédio da Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro 15/03/2018 REUTERS/Ricardo Moraes

De acordo com a TV Globo, a munição usada no assassinato da vereadora, que denunciava abusos policiais em favelas da cidade, era parte de um lote vendido à PF em 2006.

“Além da investigação conduzida pela Polícia Civil pelo crime de homicídio, já foi instaurado inquérito no âmbito da Polícia Federal para apurar a origem das munições e as circunstâncias envolvendo as cápsulas encontradas no local do crime”, afirmou a PF em nota.

“A Polícia Federal no Estado do Rio de Janeiro e a Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro reiteram o seu compromisso de trabalhar em conjunto para a elucidação de todos os fatos envolvendo os homicídios da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Pedro Gomes, ocorrido na noite da última quarta-feira, no Rio de Janeiro”, acrescentou o comunicado.

Marielle, de 38 anos, e o motorista Anderson Pedro Gomes foram mortos na noite de quarta-feira no Rio de Janeiro quando pessoas em um veículo emparelharam com o carro da vereadora e o metralharam, atingindo a parlamentar com quatro tiros na cabeça.

Os criminosos não levaram nada no local. A motivação do crime está sendo investigada pela Divisão de Homicídios da Polícia Civil do Rio, inclusive a hipótese de execução.

Uma assessora que estava com Marielle sobreviveu ao ataque, sofrendo ferimentos por estilhaços.

O assassinato, que ocorreu em meio à intervenção federal na segurança pública do Estado do Rio de Janeiro, levou a uma onda de protestos em várias cidades do país na quinta-feira.

Autoridades do governo do presidente Michel Temer lamentaram o crime, mas afirmaram que o caso não coloca em xeque a intervenção federal na segurança pública fluminense.

Por Eduardo Simões, em São Paulo

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