November 1, 2018 / 7:35 PM / in 21 days

Jungmann diz que equipe dará o máximo para ajudar trabalho do Moro

O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, em reunião em Brasília 22/10/2018 REUTERS/Adriano Machado

BRASÍLIA (Reuters) - O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, afirmou nesta quinta-feira que a pasta que comanda está disposta a dar o “máximo” para ajudar no trabalho do futuro ministro da Justiça do governo Jair Bolsonaro (PSL), o juiz federal Sérgio Moro, com quem já marcou de conversar na próxima semana.

Jungmann disse ter telefonado nesta quinta para Moro —com quem frisou conversar com “regularidade por conta das nossas atribuições”— após a escolha do nome dele.

“Liguei hoje para ele para dar os parabéns”, disse Jungmann, em entrevista coletiva sobre o assassinato da vereadora Marielle Franco e seu motorista Anderson Gomes.

Para o ministro da Segurança Pública, o juiz federal tem todas as condições para ser ministro de Estado. Jungmann defendeu a continuidade da pasta da Segurança Pública, que foi separada do Ministério da Justiça pelo presidente Michel Temer. Bolsonaro indicou Moro para a pasta da Justiça “turbinada”, que vai ter, além da Segurança Pública, outros órgãos de fiscalização e controle.

Segundo Jungmann, a pasta da Segurança Pública conseguiu estruturar em oito meses uma política nacional para o setor, o que não haveria antes.

“Acho que a experiência foi positiva (do Ministério da Segurança Pública)”, disse, ao ressalvar que o governo eleito tem “legitimidade democrática” para fazer as mudanças que bem entender. “Eu gostaria que o ministério continuasse existindo, até para que ele não seja conhecido como o primeiro e único”, acrescentou.

Jungmann disse que vai aplaudir o empenho do presidente eleito de realizar uma forte atuação no combate à corrupção e ao crime organizado. “Quanto à cruzada contra a corrupção e o crime, é tudo o que eu quero”, destacou.

Principal símbolo da operação Lava Jato, Moro foi escolhido por Bolsonaro na manhã desta quinta-feira e, aos 46 anos, terá de deixar a magistratura para assumir o cargo de ministro de Estado.

Reportagem de Ricardo Brito

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