March 19, 2019 / 1:25 PM / 3 months ago

Polícia apreende adolescente suspeito de ajudar no planejamento de massacre em Suzano

Suspeito de envolvimento em massacre em Suzano após ser apreendido pela polícia 19/03/2019 REUTERS/Ueslei Marcelino

(Reuters) - A Polícia Civil de São Paulo apreendeu, na manhã desta terça-feira, um adolescente suspeito de ajudar a planejar o massacre da semana passada na escola estadual Professor Raul Brasil, em Suzano, que resultou em 10 mortes.

Determinada pela juíza Érica Marcelina Cruz, da 1ª Vara Criminal e da Infância e Juventude de Suzano, a internação provisória do menor ocorrerá durante um período de 45 dias, tempo máximo estipulado pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), informou o Tribunal de Justiça de São Paulo.

Após o Ministério Público de SP oferecer representação ao adolescente, ele passou por uma audiência de apresentação na manhã desta terça-feira, na qual se manteve acompanhado pelos pais e por seu advogado, segundo o tribunal.

A prisão ocorreu quatro dias após o suspeito prestar um primeiro depoimento ao MP-SP, que o liberou e pediu novas diligências à polícia para que pudesse pedir a internação.

A soltura havia contrariado parecer da Polícia Civil, que alegava já contar com indícios sólidos contra o adolescente, cuja liberação ofereceria perigo para a sociedade, segundo o delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, Ruy Ferraz Fontes.

De acordo com Fontes, o adolescente teve “ligação direta com todo o planejamento” e ajudou a iniciar a “execução”, mas não participou presencialmente do ataque.

O ataque ocorreu na manhã do dia 13 de março, quando os assassinos —um de 25 anos e outro de 17— entraram na escola estadual Raul Brasil e mataram alunos que estavam no pátio durante o horário do lanche. Duas funcionárias também foram mortas. Antes disso, eles mataram o dono de uma locadora de veículos, que era tio de um deles. Os dois cometeram suicídio ao se depararem com a polícia, segundo as autoridades.

O processo contra o menor suspeito terá continuidade até a sentença.

Por Débora Moreira, no Rio de Janeiro

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