April 11, 2019 / 2:27 PM / 8 months ago

Depois de demitir presidente da Apex, Araújo ainda não tem nome para substituí-lo

Por Lisandra Paraguassu e Ricardo Brito

Chanceler Ernesto Araújo 15/03/2019 REUTERS/Adriano Machado

BRASÍLIA (Reuters) - Depois de demitir o presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex), embaixador Mario Vilalva, na segunda-feira, o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, afirmou nesta quinta-feira que ainda não tem um nome para substituí-lo, mas que uma decisão deve ser tomada nos próximos dias.

“Estamos conversando com o presidente, temos alguns nomes. Em breve vamos ter uma indicação”, disse Araújo ao final da cerimônia de comemoração dos 100 dias de governo, no Palácio do Planalto.

Araújo, no entanto, afirmou que não planeja no momento afastar os diretores da Agência, Marcio Coimbra e Letícia Catelani, apontados por Vilalva como pivôs da crise na agência.

Os desentendimentos entre Coimbra e Catelani, indicados diretamente por Araújo, chegaram a um ponto que os diretores colocaram uma porta barrando o acesso de pessoas não autorizadas ao seu andar na Apex, o que impedia até mesmo o presidente de entrar no local.

Vilalva foi o segundo presidente da Agência demitido em três meses de governo. O primeiro, Alecxandro Carreiro, foi afastado com apenas 10 dias no cargo depois que se descobriu que não falava inglês, um requisito básico para o cargo. Foi a primeira crise do governo.

Indicado pelos filhos de Bolsonaro, Carreiro se recusou a deixar o cargo depois de ter sido demitido por Araújo e obrigou Bolsonaro a confirmar seu afastamento,

O chanceler não garantiu que o próximo presidente da Apex seja um diplomata. A agência é ligada ao Itamaraty, mas quase foi transferida para o Ministério da Economia, como gostaria o ministro Paulo Guedes. Não necessariamente, no entanto, o presidente precisa ser um diplomata.

Segundo Araújo, nomes estão sendo analisados tanto do Itamaraty quanto fora dele.

EMBAIXADAS

O ministro também afirmou que não há um nome ainda definido para a embaixada dos Estados Unidos, apesar de o embaixador Sérgio Amaral —nomeado por seu antecessor, Aloysio Nunes— ter tido sua remoção publicada na quarta-feira no Diário Oficial.

O próprio presidente Jair Bolsonaro já havia anunciado a saída de Amaral, pouco antes de sua viagem a Washington. O presidente reclamou que o embaixador não teria defendido sua imagem no exterior como deveria.

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