May 27, 2019 / 10:34 PM / 6 months ago

Inspeção em presídios em Manaus encontra 40 detentos mortos

Policiais são vistos durante rebelião no sistema prisional em Manaus, Amazonas. 26/5/2019. REUTERS/Sandro Pereira

SÃO PAULO (Reuters) - Quarenta detentos foram encontrados mortos durante inspeções realizadas em quatro presídios de Manaus, levando a 55 o número de presos mortos nos presídios do Estado nos últimos dias, informou nesta segunda-feira a Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) do Amazonas.

Segundo a secretaria, os mortos encontrados durante as inspeções feitas nesta segunda no Instituto Penal Antônio Trindade (Ipat), no Centro de Detenção Provisória Masculino (CDPM 1), no Complexo Penitenciário Anísio Jobim Compaj) e na Unidade Prisional do Puraquequara (UPP) tinham indícios de morte por asfixia.

Inicialmente, a secretaria informou que 42 detentos haviam sido encontrados mortos nas inspeções.

“A Seap já iniciou investigações para identificar os responsáveis pela ocorrência de domingo. As mesmas medidas serão tomadas em relação às mortes registradas nesta segunda-feira. Os resultados destas apurações serão encaminhados à Justiça. A secretaria também vai adotar medidas disciplinares nos presídios, a exemplo do que já fez no Compaj”, afirmou a secretaria em nota.

No fim de semana, 15 detentos morreram durante uma briga no Compaj, na capital amazonense. A onde de violência nos presídios do Estado levou o governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC), a pedir ajuda federal ao ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, que prometeu enviar reforço às unidades federais do Estado.

Em nota, o Ministério da Justiça e Segurança Pública disse que ainda aguarda a formalização do pedido de ajuda pelo governo do Amazonas, mas já está tomando providências para o envio de uma Força-tarefa de Intervenção Penitenciária (FTIP) para atuar no Complexo Penitenciário Anísio Jobim.

O ministério disse ainda que a Força Nacional de Segurança Pública, que desde janeiro de 2017 é responsável pela segurança da área externa do Compaj, segue atuando na área e informou que alguns detentos serão transferidos para presídios federais.

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